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Artigos Conjur – Promover o ódio possui limites: Justiceiros e quejandos

ARTIGO

Promover o ódio possui limites: Justiceiros e quejandos

O artigo aborda a complexa relação entre direito, Justiça e a democracia constitucional no Brasil, evidenciando cenas que mostram o limite da expressão e ações que promovem o ódio. Os autores discutem como episódios de "justiçamento" e a mobilização por um retorno à ditadura revelam a fragilidade da democracia, a importância da imparcialidade judicial e a necessidade de garantir a dignidade e os direitos de todos os cidadãos. A reflexão destaca que a verdadeira liberdade de expressão deve ser...

Alexandre Morais da Rosa
04 abr. 2014 14 acessos
Promover o ódio possui limites: Justiceiros e quejandos

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda os limites da promoção do ódio na sociedade contemporânea, analisando diferentes manifestações que interagem entre justiça, liberdade de expressão e a democracia constitucional no Brasil.

Primeiramente, discute a prática de juízes aplicando penas que visam à preservação da justiça, evidenciada pela declaração do Ministro Joaquim Barbosa sobre o caso do mensalão, e questiona a legitimidade de tal abordagem como uma violação da democracia. Em seguida, explora o caso de um juiz processado por sua crítica à violência policial, destacando a importância da liberdade de expressão e a distinção entre imparcialidade e neutralidade no Judiciário. O artigo também critica a tendência de comunidades que fazem justiça com as próprias mãos, ressaltando o risco da deslegitimação do devido processo legal e a importância de respeitar a presunção de inocência.

Finalmente, aborda a mobilização em favor do retorno a um regime militar, alertando que promover o ódio e a intolerância, sob o pretexto de liberdade de expressão, é incompatível com os princípios democráticos. Em suma, o texto apela para a necessidade de uma sociedade que se comprometa com os valores constitucionais, promovendo igualdade, liberdade e um ambiente de respeito entre seus membros.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Promover o ódio possui limites: Justiceiros e quejandos", de Alexandre Morais da Rosa e José Emílio Medauar Ommati.

  • Aumento de penas no mensalão: Discussão sobre a afirmação do Ministro Joaquim Barbosa sobre a aplicação de penas mais severas para evitar a prescrição.
  • Liberdade de expressão de juízes: Análise do caso de um juiz processado por expressar opiniões através da arte, debatendo a imparcialidade e liberdade de discurso no Judiciário.
  • Justiça pelas próprias mãos: Condenação da prática de justiçamento nas comunidades e a importância do devido processo legal dentro de um Estado democrático.
  • Mobilização pelo retorno da ditadura: Reflexão sobre a marcha que clama por um novo golpe militar e os riscos à democracia e à liberdade de expressão.
  • Conexão entre democracia e constitucionalismo: Relação intrínseca entre uma democracia funcional e o respeito a um conjunto de princípios constitucionais que garantem direitos iguais a todos os cidadãos.
  • Perigos do discurso de ódio: Aviso sobre como a liberdade de expressão pode ser mal utilizada para promover o ódio e a intolerância, ameaçando a democracia.
  • Reflexões sobre a natureza do ódio: Discussão sobre o ódio como parte da civilização e a necessidade de lidar com esse sentimento no contexto das ações sociais e no Direito.
  • Compromisso com a constituição: Chamado à responsabilidade da sociedade em manter o compromisso com os valores constitucionais para um futuro democrático e justo.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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