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Artigos Conjur – Modular os efeitos do indulto: por que e para quê(m)?

ARTIGO

Modular os efeitos do indulto: por que e para quê(m)?

O artigo aborda a questão do indulto no Brasil, destacando suas características como prerrogativa constitucional do presidente e sua função dentro da política criminal e penitenciária. Os autores discutem a necessidade de modular os efeitos do indulto para que ele realmente beneficie a população carcerária em um sistema penal marcado por injustiças e equívocos. Além disso, é analisada a crítica ao uso do indulto como ferramenta que mais favorece interesses políticos do que a real justiça social.

Alexandre Morais da Rosa
12 jan. 2018 22 acessos
Modular os efeitos do indulto: por que e para quê(m)?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas relacionados ao indulto no contexto jurídico brasileiro, iniciando pela definição do indulto como uma prerrogativa do presidente da República e suas características, como o caráter coletivo e a comutação.

Os autores discutem a origem histórica do indulto e sua transformação em um instrumento de política criminal, ressaltando a função de amenizar a crise do sistema penitenciário brasileiro que o Supremo Tribunal Federal reconheceu como "estado inconstitucional de coisas". A crítica à aplicação atual do indulto é central, destacando que ele tem sido utilizado com foco em uma suposta "caça aos corruptos", desconsiderando a grande parte da população prisional sem vínculos com corrupção, e refletindo sobre as manipulações que visam beneficiar certos condenados.

O artigo questiona a legitimidade das premissas utilizadas pela Procuradoria-Geral da República e a decisão da ministra Cármen Lúcia, argumentando que essas visões ignoram a realidade do sistema penal e propõem um ativismo judicial problemático. Por fim, destaca-se a necessidade de modulação dos efeitos do indulto como ferramenta para restaurar a justiça e assegurar uma política criminal mais equitativa, sublinhando a importância de não negar o indulto a todos os condenados e de manter uma lógica democrática.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Modular os efeitos do indulto: por que e para quê(m)?" de Alexandre Morais da Rosa e Gabriela Consolaro Nabozny.

  • Natureza do Indulto: Introdução ao indulto como um instituto constitucional, suas características de caráter coletivo e a distinção entre indulto e comutação.
  • Contexto Histórico e Político: Discussão sobre o indulto em relação ao sistema penitenciário brasileiro e sua evolução da graça monárquica até o presente, enfatizando seu uso como ferramenta de política criminal.
  • Crítica à Aplicação do Indulto: Análise da aplicação do indulto no regime democrático atual e suas implicações para a população prisional, revelando um panorama de punições desproporcionais.
  • ADI e Punitivismo: Crítica à decisão da ADI que nega a utilidade do indulto e sua aplicação restringida, ignorando a realidade do sistema de justiça penal brasileiro.
  • Legitimidade do Indulto: Debate sobre os argumentos utilizados para questionar a legitimidade do indulto, ressaltando a necessidade de uma análise mais escancarada para além da visão punitiva.
  • Ativismo Judicial: Reflexão sobre as consequências do ativismo judicial em matéria de indulto, especialmente sobre a separação de Poderes e sua interferência na atribuição exclusiva do presidente da República.
  • Criminalização dos Pobres e Classe Dominante: Discussão sobre como as decisões sobre indulto favorecem uma elite e ignoram a sofrimento da maioria da população envolvida no sistema carcerário.
  • Proposta de Modulação dos Efeitos do Indulto: Sugestão de modulação dos efeitos da aplicação do indulto, discutindo como isso poderia sanar questões de inconstitucionalidade e respeitar direitos humanos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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