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Artigos Conjur – O processo penal brasileiro é primitivo e inquisitório

ARTIGO

O processo penal brasileiro é primitivo e inquisitório

O artigo aborda a crítica ao sistema penal brasileiro, caracterizado como primitivo e inquisitório, destacando a necessidade urgente de reformular o ritual judiciário para garantir a imparcialidade e a efetividade do contraditório. Os autores defendem que a separação das funções de acusação e julgamento deve ser real e mantida ao longo de todo o processo, evitando a atuação de ofício do juiz. A análise sugere que a atual estrutura e práticas no Brasil favorecem um ambiente judicial tendencios...

Aury Lopes Jr
16 mar. 2018 17 acessos
O processo penal brasileiro é primitivo e inquisitório

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crítica ao sistema processual penal brasileiro, vigente e considerado primitivo e inquisitório, destacando a inadequação da prática judicial onde o acusador se senta ao lado do julgador, o que compromete a imparcialidade do juiz e a cultura judiciária.

Discute a importância de dar valor ao "ritual judiciário" e à real separação das funções de acusar e julgar, enfatizando que a mera separação inicial não é suficiente para transformar um sistema que ainda opera sob o princípio inquisitivo. A gestão da prova é apontada como central para a distinção entre um sistema acusatório, onde as partes controlam a prova, e um sistema inquisitivo, onde o juiz assume esse papel. O texto critica a estética do júri brasileiro, a qual perpetua a desigualdade e a falta de fundamentação nas decisões, e propõe uma mudança radical no ritual jurídico para promover um processo mais democrático.

O autor utiliza exemplos de outros sistemas, como o chileno, para ilustrar como um modelo realmente acusatório pode funcionar. A necessidade de uma reeducação cultural e de se romper com hábitos enraizados é enfatizada, buscando um aprimoramento que garanta um juiz imparcial e um tratamento igualitário entre as partes, essencial para um processo penal que atenda aos padrões contemporâneos de justiça.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Não percebemos o quanto nosso processo penal é primitivo e inquisitório", escrito por Aury Lopes Jr.

  • Espaço Cênico no Processo Penal: A crítica à presença do acusador e do juiz juntos, indicando um processo penal primitivo e tendencioso que afeta a imparcialidade.
  • Ritual Judiciário: A importância de um ritual judiciário adequado, focando na necessidade de um distanciamento claro entre as funções do juiz e do acusador para assegurar um processo verdadeiramente acusatório.
  • Princípios Inquisitivos e Acusatórios: A discussão acerca da gestão da prova e como sua distribuição entre as partes e o juiz define a natureza do processo penal (inquisitivo versus acusatório).
  • Necessidade de Mudança Radical: O apelo para uma transformação urgente do sistema e ritual judiciário brasileiro, promovendo uma estética e estrutura que respeitem o princípio da imparcialidade.
  • Crítica à Estrutura do Júri: Reflexões sobre as limitações da estética do júri brasileiro, com jurados leigos e a legitimidade duvidosa do papel do Ministério Público como “parte imparcial”.
  • Experiências Internacionais: Comparações com práticas judiciais em outros países, destacando a necessidade de aprender com modelos que promovem um sistema acusatório mais respeitável.
  • Relação entre Juiz e Acusador: A crítica à relação incestuosa que naturaliza a proximidade entre julgadores e acusadores, levando a um comprometimento da justiça.
  • Omissão e Necessidade de Accountability: A necessidade de uma produção de provas mais equilibrada e de um julgamento com fundamentação adequada, criticando a falta de questionamentos por parte dos juízes durante os processos.
  • Implicações Culturais: A importância de romper com uma cultura inquisitória que aceita como normal o funcionamento anômalo do sistema de justiça criminal brasileiro.
  • Alegoria da Caverna: A referência a Platão para ilustrar a necessidade de enxergar além das limitações do sistema atual e buscar uma visão mais ampla e racional de um processo penal justo.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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