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Artigos Conjur – Agente público que faz o que não pode dá causa à impunidade

ARTIGO

Agente público que faz o que não pode dá causa à impunidade

O artigo aborda as complexidades do processo penal brasileiro, discutindo a inviolabilidade do domicílio frente a ações de agentes públicos, especialmente em situações de busca domiciliar sem mandado judicial. Os autores enfatizam a necessidade de “justa causa” e o vício de consentimento em casos de coação, ressaltando que a desconsideração das garantias constitucionais pode levar à absolvição de culpados, evidenciando o paradoxo da impunidade promovida por abusos estatais. Ao final, apontam ...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
10 ago. 2018 14 acessos
Agente público que faz o que não pode dá causa à impunidade

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da efetivação das garantias fundamentais no processo penal brasileiro, especialmente em relação ao Código de Processo Penal de 1941, que se mostra autoritário em contrariedade à Constituição de 1988.

Discute a invasividade da busca domiciliar e as implicações legais do consentimento do morador, argumentando que este consentimento pode ser considerado inválido quando obtido sob coação, como em casos de prisão ou intimidação. Os autores enfatizam a necessidade de "justa causa" para a entrada de agentes do Estado na residência, questionando a validade do "flagrante permanente" e a legalidade de buscas sem autorização judicial. Também são analisados casos jurisprudenciais relevantes, que corroboram a ilegalidade das apreensões feitas sem respaldo de mandados judiciários, destacando a responsabilidade do Estado em respeitar as normas processuais para evitar a impunidade.

Por fim, é debatida a questão da atividade das guardas municipais em ações investigativas, reafirmando a importância de se observar os direitos constitucionais para garantir a justiça e evitar ilegalidades que podem levar à absolvição de potenciais culpados.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Agente público que faz o que não pode dá causa à impunidade", escrito por Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Conflito entre o Código de Processo Penal e a Constituição: Discussão sobre a coexistência de um CPP de 1941, que possui características autoritárias, com a nova Constituição democrática de 1988 e suas implicações no processo penal.
  • Invasividade da Busca Domiciliar: A busca domiciliar como medida violenta que restringe direitos fundamentais e a necessidade de autorização judicial para sua realização, mesmo em casos de flagrante delito.
  • Exigência de Justa Causa para Entrada em Domicílio: Importância de evidências concretas que justifiquem a entrada em uma residência por agentes do Estado, enfatizando que a situação de flagrância não deve ser "imaginada".
  • Consentimento Viciado: Debate sobre legalidade do consentimento dado por pessoas em situação vulnerável (ex: detidos) e o impacto de situações de intimidação sobre a validade desse consentimento.
  • Responsabilidade dos Agentes Públicos: Análise da atuação de agentes públicos que realizam buscas e apreensões sem seguir os procedimentos legais adequados, levando à potencial impunidade.
  • Decisões Judiciais Recentes: Exemplos de decisões de tribunais, como TJ-SP, que questionam a atuação da Guarda Municipal em investigações e a validade de provas obtidas de forma ilegal.
  • Impacto da Ilicitude das Provas: Discussão sobre como provas obtidas de forma ilícita podem levar à absolvição de réus e à reflexão sobre a responsabilidade do Estado em respeitar os direitos constitucionais.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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