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Artigos Conjur – Entenda a semana do Supremo e sua investigação de ofício

ARTIGO

Entenda a semana do Supremo e sua investigação de ofício

O artigo aborda a decisão do ministro Dias Toffoli de investigar, de ofício, possíveis crimes relacionados a fake news e ataques ao Supremo Tribunal Federal, designando Alexandre de Moraes como investigador. Discute-se a legalidade da atuação do STF, considerando os princípios do devido processo e a competência do Ministério Público, além de uma reflexão sobre a importância de seguir as regras processuais para garantir a democracia e a justiça. Os autores críticos à investigação levantam preo...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
19 abr. 2019 17 acessos
Entenda a semana do Supremo e sua investigação de ofício

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a recente instância de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) sob a liderança do ministro Dias Toffoli, que ocorreu em resposta a alegações de fake news e ataques ao tribunal, utilizando a Portaria 69 para instaurar o Inquérito 4.781, atribuindo a investigação ao ministro Alexandre de Moraes, sem demanda externa.

A procuradora-geral Raquel Dodge se manifestou contra o inquérito, apontando violações ao princípio acusatório e à competência do STF, enquanto o relator rejeitou seu pedido de arquivamento, gerando perplexidade sobre a legitimidade do STF atuar em investigações sem respaldo constitucional. O artigo discute a natureza da competência investigativa, argumentando que, caso ministros do STF sejam vítimas, a apuração deve competir à polícia e ao Ministério Público, advertindo contra a atuação não regulamentada do STF que poderia comprometer a imparcialidade processual, referindo-se ao perigo de instituições não previstas na lei realizarem investigações.

Além disso, explora o histórico do devido processo legal, mencionando a Magna Carta de 1215 como um marco significativo na limitação do poder estatal, e relaciona o caso de Bonham, que defende a noção de imparcialidade, sublinhando que ninguém deve ser juiz em sua própria causa. O artigo conclui com uma crítica à atual prática de investigações por parte de órgãos sem atribuição legal, reiterando a importância de respeitar os limites da lei e defendendo que investigações devem ser realizadas dentro dos parâmetros do devido processo legal para garantir a democracia.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos discutidos no artigo "Entenda a semana do Supremo e sua investigação de ofício" de Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Instauração de investigação pelo STF: O ministro Dias Toffoli iniciou uma investigação de ofício em razão de notícias sobre fake news e ataques ao Supremo, designando Alexandre de Moraes como autoridade investigadora do Inquérito 4.781.
  • Manifestação da PGR e validade da investigação: A procuradora-geral Raquel Dodge pediu o arquivamento do Inquérito 4.781, citando violação de princípios processuais e competência do STF, destacando a falta de interesse do Ministério Público em algumas violações históricas.
  • Competência para apuração de infrações: Os professores de Processo Penal argumentam que investigações envolvendo ministros ou seus familiares são de competência da polícia Civil ou Federal, não do STF. A avocação de competência, segundo eles, é um equívoco constitucional.
  • Risco de violações pelo Estado investigador: O texto adverte sobre o perigo de permitir que instituições não previstas em lei tenham poder investigatório, o que pode gerar desvio e desvio de provas.
  • Debate sobre o devido processo legal: O conceito de devido processo legal é discutido à luz da história, desde a Magna Carta, enfatizando a importância de restrições ao poder estatal na aplicação da lei.
  • O caso Bonham e suas implicações: A histórica nulidade do ato que resultou em penalidades sem a devida autorização legal é um destaque nas considerações sobre a imparcialidade e a função do juiz.
  • Necessidade de respeitar regras processuais: O texto critica a investigação feita pelo STF sem a devida atribuição legal, clamando por um estrito cumprimento das normas para manter a integridade do processo penal.
  • Ação penal privada subsidiária da pública: A discussão aborda quando a vítima pode acionar a justiça, destacando que não é permitido se o Ministério Público já se manifestou sobre o caso.
  • Consequências de investigações indevidas: O artigo questiona as implicações práticas de uma investigação conduzida pelo STF quando o titular da ação penal já se opõe à ação, ilustrando a complexidade do devido processo legal.
  • Importância das garantias à democracia: O texto conclui ressaltando que as regras do devido processo legal devem ser respeitadas e que medidas contra a corrupção devem garantir procedimentos justos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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