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Artigos Conjur – Opinião: Eleição, presos provisórios e adolescentes internados

ARTIGO

Opinião: Eleição, presos provisórios e adolescentes internados

O artigo aborda a restrição do direito de voto de presos provisórios e adolescentes internados no Brasil, destacando a contrariedade a princípios constitucionais e a realidade social. Os autores analisam a importância da cidadania e do sufrágio, criticando a falta de efetividade nas políticas eleitorais que excluem esses grupos. A discussão enfatiza a necessidade de superar a exclusão política como forma de fortalecer a democracia e a cidadania, especialmente nas eleições de 2022.

Eduardo Newton
20 abr. 2022 16 acessos
Opinião: Eleição, presos provisórios e adolescentes internados

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão do direito de voto dos presos provisórios e adolescentes internados no Brasil, destacando como esse direito é frequentemente restringido, o que acaba por limitar a cidadania desses indivíduos.

Os autores, Eduardo Januário Newton e Ronan Senna Gomes, começam discutindo a importância do voto como forma de materialização da cidadania, enfatizando que, embora a Constituição de 1988 tenha estabelecido o sufrágio universal, a suspensão dos direitos políticos – por razões excepcionais – não deve se aplicar aos presos provisórios e adolescentes em conflito com a lei, considerando que são inafastáveis titulares do direito ao voto. Eles mencionam que, mesmo com a regulamentação pela Justiça Eleitoral, a efetividade desse direito é questionável, exemplificando com dados de eleições passadas onde a participação deste grupo foi drasticamente baixa, especialmente no Rio de Janeiro, onde a inclusão foi completamente omitida desde 2010.

Os autores também criticam o sistema prisional brasileiro, que perpetua um estado de coisas inconstitucional e acentua a exclusão política, refletindo um ciclo de autoritarismo que prejudica não apenas os excluídos, mas toda a sociedade. Por fim, eles concluem que a situação atual indica a necessidade de superação de narrativas autoritárias e a promoção de uma cidadania plena, especialmente nas eleições de 2022, chamando a comunidade jurídica a agir em favor da inclusão e fortalecimento da cidadania.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Eleição, presos provisórios e adolescentes internados: esse encontro segue adiado", escrito por Eduardo Januário Newton e Ronan Senna Gomes.

  • A importância do voto na cidadania: O artigo discute como o direito de voto é uma das principais formas de materialização da cidadania, conforme afirmado na Constituição de 1988.
  • Definições de sufrágio, voto e escrutínio: A distinção entre os termos e como cada um se insere no processo de participação do povo no governo.
  • Universalidade do direito de sufrágio: A necessidade de justificação para qualquer restrição ao direito de votar, que deve ser excepcional e temporária.
  • Direito de voto de presos provisórios e adolescentes: A afirmação de que ambos os grupos têm o direito de votar e a implicação dessa inclusão no processo democrático.
  • Desafios na implementação do direito de voto: Dados sobre a baixa participação de presos provisórios e a resistência da Justiça Eleitoral em garantir esse direito.
  • Casos emblemáticos como o do Rio de Janeiro: Discussão sobre a omissão da Justiça Eleitoral em permitir a votação de presos, destacando o impacto nas próximas eleições.
  • Situação do sistema prisional brasileiro: Referência a decisões judiciais que reconhecem a inconstitucionalidade da exclusão de certos grupos do exercício do voto.
  • Consequências sociais da exclusão: Análise dos impactos que a exclusão política pode ter sobre a sociedade e como isso afeta não apenas os excluídos, mas a todos.
  • Contradições na política juvenil de voto: A tensão entre incentivar o voto entre jovens e limitar o direito de adolescentes internados.
  • Necessidade de mudança cultural: Uma chamada à ação para superar a mentalidade autoritária que ainda existe na sociedade brasileira, especialmente em relação à cidadania e à participação política.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Eduardo NewtonAtualmente, Defensor Público do estado do Rio de Janeiro. Foi Defensor Público do estado de São Paulo. Possui mais de 17 anos de atuação na defesa criminal. Foi o subscritor da Reclamação Constitucional nº 29.303/RJ que determinou a obrigatoriedade da audiência de custódia para todas as modalidades prisionais.

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