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Artigos Conjur – Gina Muniz: Preclusão temporal e concretude da ampla defesa

ARTIGO

Gina Muniz: Preclusão temporal e concretude da ampla defesa

O artigo aborda a recente decisão do Superior Tribunal de Justiça que considera a rejeição de rol de testemunhas apresentados tardivamente pela defesa, especialmente pela Defensoria Pública, como não geradora de nulidade. A autora discute os desafios enfrentados pelos defensores públicos, incluindo a dificuldade de comunicação com os réus e falta de recursos, argumentando que a proteção do direito à ampla defesa deve permitir certa flexibilidade nos prazos para a apresentação de testemunhas, ...

Gina Muniz
13 jun. 2022 20 acessos
Gina Muniz: Preclusão temporal e concretude da ampla defesa
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão do prazo para apresentação do rol de testemunhas na Defensoria Pública, à luz de precedentes do Superior Tribunal de Justiça, que esclarecem que a rejeição de um rol apresentado de forma extemporânea não gera nulidade.

São discutidas as implicações do artigo 396-A do Código de Processo Penal, que define o momento processual adequado para a apresentação do rol, e as dificuldades práticas enfrentadas por defensores públicos, especialmente na interação com acusados que, muitas vezes, não têm conhecimento sobre seus direitos ou sobre o funcionamento da Defensoria. O texto destaca a ausência de contato prévio entre defensor e réu, que frequentemente ocorre apenas na audiência de instrução, resultando em um desafio para a apresentação tempestiva das testemunhas. O artigo também aborda as limitações estruturais e financeiras da Defensoria Pública, apontando a necessidade de maior suporte do Estado para garantir assistência adequada.

Outro tema relevante é a questão da paridade de armas e a situação vulnerável dos acusados, enfatizando a importância da ampla defesa e a necessidade de que prazos processuais sejam flexibilizados em função das realidades enfrentadas pelos assistidos. Por fim, discute-se a necessidade da relativização da preclusão temporal para que a verdade processual não seja comprometida e se conclui que a desconsideração de rol extemporâneo pode ameaçar direitos fundamentais no processo penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Defensoria Pública e prazo para apresentação do rol de testemunhas" por Gina Ribeiro Gonçalves Muniz.

  • Decisões Recentes do STJ: A rejeição do rol de testemunhas apresentado extemporaneamente pela defesa não gera nulidade em processos, conforme entendimento da 5ª e 6ª Turmas do STJ.
  • Prazo para Apresentação do Rol de Testemunhas: O rol deve ser apresentado na resposta à acusação, mas a prática demonstra dificuldades para a Defensoria Pública, geralmente por contato tardio com o réu.
  • Dificuldades de Comunicação: A baixa escolaridade da população carcerária e o desconhecimento sobre os direitos legais dificultam a compreensão dos processos pelos réus.
  • Problemas Estruturais da Defensoria Pública: A Defensoria enfrenta uma grande quantidade de processos e falta de recursos, dificultando o contato frequente com os assistidos.
  • Consequências da Apresentação Extemporânea: A admissão de rol de testemunhas extemporâneo busca garantir a paridade de armas entre defesa e acusação, assegurando os direitos do réu.
  • Implicações da Falta de Estrutura: A falta de assistentes e estrutura na Defensoria Pública compromete a efetividade do trabalho dos defensores durante o processo penal.
  • Conceito de Ampla Defesa: O direito à ampla defesa implica na possibilidade de apresentar provas e testemunhas, podendo ser relativizado em pro do devido processo legal.
  • Importância da Investigação Defensiva: A defesa não deve se limitar a ouvir testemunhas da acusação, sendo essencial que busque evidências que fortaleçam a tese defensiva.
  • Constitucionalidade da Desconsideração do Rol: O entendimento de que a desconsideração do rol não gera nulidade levanta questionamentos sobre a proteção ao direito à ampla defesa e à busca da verdade processual.
  • Reflexões Finais: A discussão sobre a prorrogação do prazo para apresentação do rol de testemunhas é essencial para garantir um processo penal democrático e justo.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

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