Paridade de gêneros no Conselho de Sentença do Tribunal do Júri
O artigo aborda a paridade de gênero no Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, discutindo modelos norte-americanos e argentinos para garantir a representatividade feminina neste contexto judicial. Os autores ressaltam que um Conselho majoritariamente masculino pode ser mais complacente em casos de feminicídio, levando à proposta de reformas no Código de Processo Penal para assegurar que as mulheres tenham uma representação significativa nas deliberações. A discussão destaca a importância d...

O artigo aborda a paridade de gênero no Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, discutindo modelos de paridade, como o norte-americano e o argentino, e analisando as implicações do machismo nas decisões do Tribunal do Júri, especialmente em casos de feminicídio.
Destaca a proposta de alteração legislativa com o PLS nº 1.918/2021, que sugere que as mulheres sejam a maioria dos jurados, mencionando as disposições específicas nos artigos 433 e 447 do Código de Processo Penal. O texto também examina dados empíricos sobre condenações em feminicídios, desafiando a ideia de que jurados homens tendem a ser mais benevolentes, e enfatiza a complexidade subjetiva do contexto social, considerando que a justiça não pode ser julgada apenas pelos índices de condenação.
Por fim, propõe que reformas mais abrangentes para a seleção de jurados sejam implementadas, visando uma representatividade que reflita a diversidade social, e sugere critérios claros para o alistamento de jurados, abordando a necessidade de um sistema mais justo e inclusivo.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais temas abordados no artigo "Paridade de gêneros no Conselho de Sentença do Tribunal do Júri", escrito por Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, Gina Ribeiro Gonçalves Muniz, Denis Sampaio e Rodrigo Faucz.
- Modelos de Paridade de Gênero: Discussão sobre os modelos norte-americano e argentino de composição do Conselho de Sentença e suas implicações para a paridade de gênero.
- Influência do Machismo: Análise sobre como a composição do júri, predominantemente masculina, pode levar a decisões mais complacentes em casos de feminicídio.
- Propostas de Modificações Legislativas: Sugestões de alteração nos artigos 433 e 447 do CPP para garantir que as mulheres ocupem a maioria no Conselho de Sentença.
- Justificativas do Projeto: Reflexão sobre a necessidade de reconhecer e combater a influência de preconceitos como machismo, racismo e homofobia no Judiciário.
- A análise de Dados Empíricos: Apresentação de dados sobre julgamentos de feminicídios em Curitiba e Rio de Janeiro, evidenciando as composições dos Conselhos de Sentença.
- Condenações e Absolvições: Exame das taxas de condenação e absolvição em casos de feminicídio, questionando a generalização de decisões misóginas.
- Complexidade da Justiça: Reflexão sobre a necessidade de uma abordagem mais ampla e inclusiva, além da mera divisão de gêneros, nas discussões sobre justiça e igualdade.
- Propostas Adicionais para o Alistamento de Jurados: Recomendações para garantir a pluralidade no alistamento de jurados e a adoção de sistemas que excluam jurados tendenciosos.
- Reforma Abrangente: Sugestão de reformas mais amplas para legitimar o júri, além das mudanças na composição do Conselho de Sentença, buscando maior representatividade.
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