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A ROSS Intelligence encerrou as operações em 2021, no meio de um processo movido pela Thomson Reuters, dona do Westlaw, por ter treinado a própria IA com material tirado da base da concorrente. O processo sobreviveu à empresa: em fevereiro de 2025 virou a primeira decisão americana sobre uso de obra protegida no treino de inteligência artificial, e segue em grau de recurso. Esta página conta o que a ferramenta era e por que o caso dela interessa a quem trabalha com direito hoje.

07 ago. 2026 5,0 (1 avaliações) Exclusivo

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A ROSS Intelligence encerrou as operações em 2021, no meio de um processo movido pela Thomson Reuters, dona do Westlaw, por ter treinado a própria IA com material tirado da base da concorrente. O processo sobreviveu à empresa: em fevereiro de 2025 virou a primeira decisão americana sobre uso de obra protegida no treino de inteligência artificial, e segue em grau de recurso. Esta página conta o que a ferramenta era e por que o caso dela interessa a quem trabalha com direito hoje.

TipoFerramenta
Publicação07 de agosto de 2026

Tópicos abordados

Principais temas e pontos abordados neste conteúdo

Se você chegou aqui procurando a ROSS Intelligence, a resposta curta é esta: a empresa fechou em 2021 e o produto não existe mais. O que sobreviveu foi o processo contra ela, que hoje é a referência obrigatória de qualquer discussão sobre treinar inteligência artificial com material de terceiros.

O que a ROSS fazia

A ROSS foi uma das primeiras a prometer pesquisa de jurisprudência americana por linguagem natural: em vez de montar consulta com operadores, o advogado escrevia a pergunta e recebia as decisões pertinentes. A proposta era competir com as bases tradicionais, Westlaw e LexisNexis, por um preço menor.

Por que ela fechou

Para treinar o sistema, era preciso uma base de decisões organizada. A ROSS tentou licenciar o conteúdo do Westlaw, a Thomson Reuters recusou, e ela contratou uma empresa terceira que produziu cerca de 25 mil pares de pergunta e resposta derivados justamente daquele material. A Thomson Reuters processou em 2020. Em 2021, a ROSS anunciou o encerramento das operações citando o custo do litígio, antes mesmo de haver decisão. O processo continuou sem ela em operação.

A decisão que sobreviveu à empresa

Em 11 de fevereiro de 2025, o juiz Stephanos Bibas decidiu, em julgamento antecipado parcial, que houve violação de direito autoral sobre 2.243 verbetes de sumário do Westlaw, e rejeitou a tese de uso legítimo. É a primeira decisão americana de fundo sobre treino de IA com obra protegida, e ela veio contra a empresa de tecnologia, num caso em que o sistema treinado nem sequer era generativo: a ROSS devolvia decisões existentes, não texto novo.

O caso subiu para o Terceiro Circuito, que ouviu as partes em 11 de junho de 2026. Até o começo de agosto de 2026, não havia decisão publicada do recurso, o que significa que a leitura acima ainda pode mudar.

Por que isso importa aqui

A decisão é americana e não vale como norma no Brasil. Ela importa por outro motivo: é o caso concreto que todo mundo cita quando discute com que material um sistema de IA pode ser treinado, e mostra que a pergunta não se resolve dizendo que a máquina apenas aprendeu. Para quem contrata ferramenta de IA jurídica, a pergunta prática que sobra é de onde vem a base que ela lê, e a resposta costuma explicar tanto o preço quanto o risco.

O que usar hoje

Para jurisprudência brasileira, as bases oficiais continuam sendo o caminho: STF, STJ e o Diário de Justiça Eletrônico Nacional, gratuitos e conferíveis. A história do que aconteceu com o segmento de pesquisa jurídica por IA nos Estados Unidos está na página do Casetext, que foi comprado pela mesma Thomson Reuters. E se o que você procura é apoio de estratégia em processo penal, e não busca de acórdão, é o que a IA da Criminal Player faz, restrita a assinantes e sem a pretensão de substituir a consulta às bases oficiais.

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