Da injustiça à democracia : Ensaio para uma Justiça de Libertação VOLUME 19 Capa comum 1 janeiro 2019
O livro aborda as profundas injustiças sociais na América Latina, destacando como o capitalismo dependente perpetua desigualdades relacionadas à terra, raça, gênero e corrupção. Defende a urgência de um paradigma crítico-descolonial da democracia, que valoriza a participação ativa e a transformação da realidade, inspirando-se em pensadores como Enrique Dussel e na experiência zapatista. A obra propõe um caminho ético, político e jurídico para a afirmação dos direitos humanos e a construção de...

O livro aborda as profundas injustiças sociais na América Latina, destacando como o capitalismo dependente perpetua desigualdades relacionadas à terra, raça, gênero e corrupção. Defende a urgência de um paradigma crítico-descolonial da democracia, que valoriza a participação ativa e a transformação da realidade, inspirando-se em pensadores como Enrique Dussel e na experiência zapatista. A obra propõe um caminho ético, político e jurídico para a afirmação dos direitos humanos e a construção de uma justiça libertadora.

Da injustiça à democracia : Ensaio para uma Justiça de Libertação VOLUME 19 Capa comum 1 janeiro 2019
A América Latina, de veias ainda abertas (para lembrar do saudoso Eduardo Galeano), infelizmente ainda é um território de marcantes injustiças propiciadas pelo capitalismo dependente que cotidianamente teima em negar a vida para afirmar o inescrupuloso mercado. Não são poucas as causas (terra, guerra às drogas, injustiça de transição, corrupção do político e questões de raça, gênero e etnia, dentre outras) que fazem com que a justiça seja uma constrangedora ausência neste pedaço superexplorado do sul do mundo do qual a América Latina faz parte com toda a exterioridade de suas vítimas. Se a justiça não se afirma e, ao contrário, caracteriza-se pela injustiça como sua peremptória e dura negação, a esperança e a indignação de quem não aceita passivamente esta realidade precisa apostar fichas, ideais e sonhos desde algum lugar factível e existente que, a despeito dos seus limites, permita agir aqui e agora, inclusive para a alargar o presente (Boaventura de Sousa Santos). Transformar a realidade do mundo para afirmar o paradigma filosófico da vida concreta e dos direitos humanos não mais nos marcos da temporais modernidade ou pós-modernidade, mas na transmodernidade, não mais com a filosofia de centro mas com a filosofia construída desde a periferia (o pensamento descolonial e a filosofia da libertação, portanto), precisa ser um paradigma ético, político e também jurídico. Nesse contexto, acredita-se que a compreensão crítica e autêntica da democracia em perspectiva crítico-descolonial (para além da representação, com aposta na participação, na deliberação e sobretudo na radicalidade) pode ser um desses caminhos e alternativas, inclusive para repensar o lugar do próprio direito. Sabendo-se que não se faz filosofia crítica sem transição permanente do abstrato ao concreto e do simples ao complexo, parte-se de muitos lugares, em especial do potente pensamento de Enrique Dussel e da paradigmática e singular experiência zapatista mexicana como mediações que inspi
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