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Artigos Migalhas – Técnica de julgamento ampliado no processo penal

ARTIGO

Técnica de julgamento ampliado no processo penal

O artigo aborda a proposta de implementar a técnica de ampliação de colegiado, prevista no Código de Processo Civil, no âmbito do processo penal brasileiro. Os autores, Odel Antun e Miguel Fragelli, analisam como essa técnica poderia aprimorar a revisão de decisões não unânimes, respeitando os princípios do in dubio pro reo e da presunção de inocência, evitando condenações indevidas e promovendo uma justiça mais eficaz, especialmente em casos que envolvem a liberdade do réu. Assim, eles defen...

Aury Lopes Jr
18 jul. 2022
Técnica de julgamento ampliado no processo penal
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a discussão sobre a técnica de julgamento ampliado no processo penal brasileiro, comparando-a com o sistema vigente no processo civil, conforme disposto no Código de Processo Civil de 2015.

Os autores Odel Antun e Miguel Fragelli analisam a desatualização do Código de Processo Penal (CPP), aprovado em 1941, e as reformas pontuais que resultaram em um código sem uma linha condutora clara. Eles introduzem a técnica de ampliação de colegiado, prevista no art. 942 do CPC, que permite que, em casos de divergência nos julgamentos, um colegiado maior revise a decisão, destacando sua eficácia em propiciar um julgamento mais confiável. Os autores contrastam essa técnica com os embargos infringentes no CPP, afirmando que, enquanto os embargos são um recurso exclusivo da defesa em decisões não unânimes, a ampliação do colegiado não é considerada um recurso, mas sim uma técnica de julgamento que pode melhorar a solução de casos onde a liberdade do réu está em jogo.

É enfatizada a importância da dúvida no processo penal e como a ampliação de colegiado poderia assegurar uma revisão adequada de decisões que podem comprometer a liberdade do acusado, alinhando a prática processual aos princípios da presunção de inocência e do in dubio pro reo. Além disso, o artigo discute a possibilidade de aplicação subsidiária da técnica do CPC ao CPP, defendendo que, em situações que envolvem incerteza sobre condenações, essa técnica deve ser empregada para evitar a privação indevida da liberdade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Técnica de julgamento ampliado no processo penal" por Odel Antun e Miguel Fragelli.

  • Desatualização do Código de Processo Penal: Discussão sobre a necessidade de um novo código que reflita as diretrizes da Constituição de 1988, em contraste com o processo civil que sofreu reformas significativas.
  • Técnica de ampliação de colegiado: Análise do art. 942 do CPC e como a técnica busca um julgamento mais eficiente por meio de um colegiado maior quando há decisões não unânimes.
  • Diferença entre ampliação de colegiado e embargos infringentes: Exploração do fundamento comum das duas técnicas, porém com enfoque na natureza diferenciada de cada uma: a primeira como técnica de julgamento, a segunda como recurso.
  • Princípios do processo penal: Discussão dos princípios, como a presunção de inocência e o in dubio pro reo, e sua relevância em decisões judiciais no âmbito penal.
  • Necessidade de reanálise em decisões divergentes: Defesa da aplicação da técnica de ampliação de colegiado no processo penal para evitar condenações incertas e respeitar os direitos do réu.
  • Valorização do voto divergente: Importância de considerar o voto do desembargador divergente na reanálise de casos que envolvem a liberdade do acusado.
  • Possibilidade de interposição de embargos infringentes pelo Ministério Público: Debate sobre a legitimidade do MP em interpor o recurso para favorecimento do réu e a necessidade da defesa em situações críticas.
  • Aplicação subsidiária do CPC no CPP: Abertura para a aplicação da técnica de ampliação de colegiado no processo penal com base na permissão contida no art. 3º do CPP.
  • Proporcionalidade e garantias no processo penal: Reflexão sobre a necessidade de que, em casos de dúvida, sejam oferecidas garantias equivalentes às do processo civil, favorecendo a liberdade do réu.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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