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Artigos Migalhas – Obrigatoriedade do exame criminológico na progressão de regime: Inconstitucionalidade e impactos no sistema Penal brasileiro

ARTIGO

Obrigatoriedade do exame criminológico na progressão de regime: Inconstitucionalidade e impactos no sistema Penal brasileiro

O artigo aborda a recente obrigatoriedade do exame criminológico para progressão de regime no Brasil, apontando sua ineficácia, inconstitucionalidade e os impactos negativos no sistema prisional. Além de sobrecarregar um sistema já deficiente, a medida pode resultar em decisões arbitrárias e prejudicar os direitos dos condenados, que enfrentam longas esperas por laudos técnicos. O texto critica a nova legislação e defende a importância de respeitar os direitos adquiridos, destacando a necessi...

Aury Lopes Jr
30 ago. 2024
Obrigatoriedade do exame criminológico na progressão de regime: Inconstitucionalidade e impactos no sistema Penal brasileiro
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a obrigatoriedade do exame criminológico na progressão de regime penal, destacando sua inconstitucionalidade e impactos no sistema penal brasileiro.

O texto inicia discutindo a recente inovação legislativa que exige esse exame para todos os detentos em busca de progressão, ressaltando as críticas sobre sua ineficácia e a sobrecarga no sistema prisional, que já enfrenta superlotação e falta de recursos. Aborda a histórica subjetividade do exame criminológico, cuja falta de padronização pode resultar em decisões arbitrárias, contrariando o princípio de ressocialização. A análise jurídica também menciona a violação do princípio da irretroatividade da lei penal mais severa, com citação de um julgamento do Superior Tribunal de Justiça que discordou da aplicação retroativa da nova legislação, reforçando a proteção dos direitos adquiridos dos condenados.

Além disso, critica a postura do Ministério Público, que tem recorrendo de maneira genérica para barrar progressões de regime, contribuindo para o encarceramento em massa. Por fim, a conclusão denuncia a inovação legislativa como um retrocesso no sistema de execução penal, clama por uma revisão da exigência do exame criminológico, para que o sistema prisional cumpra seu papel de reintegração social dos condenados.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Obrigado ao exame criminológico na progressão de regime: Inconstitucionalidade e impactos no sistema Penal brasileiro" por Sérgio Augusto de Souza.

  • Obrigatoriedade do exame criminológico: Discussão sobre a recente inovação legislativa que exige o exame criminológico para a progressão de regime penal e suas consequências para o sistema prisional.
  • Superlotação e falta de recursos: Análise da problemática da superlotação do sistema prisional brasileiro e a falta de profissionais qualificados para realizar os exames, levando à violação de direitos fundamentais.
  • Ineficácia e subjetividade do exame: Exploração das críticas históricas ao exame criminológico, incluindo a imprecisão nos critérios utilizados e a sua natureza punitiva em detrimento da ressocialização.
  • Inconstitucionalidade da nova lei: Argumentos sobre como a nova exigência infringe o princípio da irretroatividade da lei penal mais severa, protegido pelo sistema jurídico brasileiro.
  • Decisão do STJ: Relato da decisão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça que considera a exigência do exame criminológico uma novatio legis in pejus e reafirma a importância da proteção dos direitos adquiridos dos condenados.
  • Postura do Ministério Público: Crítica à atuação do Ministério Público, que, ao interpor recursos para impedir a progressão de regime, contribui para a perpetuação do encarceramento em massa.
  • Conclusão sobre os impactos no sistema penal: Uma avaliação sobre como a medida legislativa representa um retrocesso no sistema de execução penal brasileiro, desafiando princípios fundamentais e reforçando a necessidade de revisão dessa exigência.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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