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Artigos Empório do Direito – Tempo nem sempre é remédio: por uma escuta da violência e negligência cometida por idosos

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ARTIGO

Tempo nem sempre é remédio: por uma escuta da violência e negligência cometida por idosos

O artigo aborda a violência e negligência contra idosos, destacando a necessidade de uma escuta sensível que considere as complexidades psicológicas envolvidas. A autora, Maíra Marchi Gomes, discute como o sistema jurídico muitas vezes falha em reconhecer as nuances nas relações entre idosos e seus cuidadores, propondo uma reflexão sobre a dor e as histórias que permeiam esses vínculos. Além disso, enfatiza que compreender não é justificar, e que a abordagem das questões referentes à velhice ...

Maíra Marchi Gomes
30 nov. 2015 15 acessos
Tempo nem sempre é remédio: por uma escuta da violência e negligência cometida por idosos

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a violência e negligência contra os idosos, uma preocupação crescente no âmbito jurídico, e ressalta a legislação que busca proteger essa população vulnerável.

A autora discute a importância de escutar tanto as vítimas quanto os agressores para entender as dinâmicas complexas que envolvem esses casos, mencionando os aspectos psicológicos que muitas vezes são ignorados. São explorados os desafios enfrentados pelo sistema de justiça ao lidar com representações de dor e sofrimento por parte dos autores e vítimas, destacando a dificuldade em desconstruir o binômio vítima-agressor. A autora enfatiza a necessidade de reconhecer a carga emocional e as experiências que moldam as relações familiares, abordando como a velhice pode também trazer à tona comportamentos de violência ou negligência por parte dos idosos em relação aos filhos, bem como as consequências da internalização dessas experiências no contexto de cuidado.

Por fim, a autora propõe uma reflexão sobre a responsabilidade do operador do Direito, que deve ir além da mera aplicação das leis, incorporando uma escuta ativa e empática para promover uma justiça mais sensível e humana.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Tempo nem sempre é remédio: por uma escuta da violência e negligência cometida por idosos" por Maíra Marchi Gomes.

  • Legislação e Vulnerabilidade dos Idosos: Análise das leis que visam proteger os idosos em razão de sua vulnerabilidade, enfocando a importância da prevenção e proteção contra negligência e violência.
  • Aspectos Psicológicos da Violência: Discussão sobre os aspectos psicológicos que envolvem tanto a violência quanto a negligência, e a necessidade de entender o contexto ao invés de justificar os atos cometidos.
  • Tutela do Direito e Crianças: Comparação entre o tratamento jurídico dado a crianças vítimas e idosos, destacando a falta de escuta adequada em ambos os casos e suas implicações no entendimento da violência.
  • A Invisibilidade do Sofrimento: Reflexão sobre como as dificuldades em escutar as dores tanto dos agressores quanto das vítimas prejudica a compreensão das situações de violência e a aplicação da lei.
  • Relações Familiar e Violência: Análise das complexas dinâmicas familiares onde tanto filhos quanto pais podem ser vítimas ou autores de violência, enquanto a singularidade de cada caso é muitas vezes ignorada.
  • Desafios da Escuta no Direito: Discussão sobre a resistência de operadores do Direito em ouvir as narrativas de sofrimento, levando a um tratamento superficial e punitivo dos casos de violência.
  • Compreensão versus Justificação: Reflexão sobre a diferença entre compreender as ações e justificar as mesmas, interligando essa questão às normas e práticas do sistema legal.
  • Preconceitos e Práticas de Cuidado: Debate sobre os preconceitos dirigidos a filhos que internam seus pais idosos, considerando a ação como um possível ato de amor em situações de cuidado.
  • A Humanidade na Prática Jurídica: Enfatiza a necessidade de reconhecer a humanidade dos envolvidos na sistemática judicial, indo além da letra da lei para uma escuta mais empática e crítica.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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