Quem eles pensam que são?
O artigo aborda a intersecção entre direito e arte, utilizando o rock, especialmente as letras da banda Engenheiros do Hawaii, como analogia para discutir a desumanização na sociedade capitalista moderna. Os autores, Aline Gostinski e Alexandre de Morais da Rosa, defendem a necessidade de uma transformação na postura dos profissionais do direito, ressaltando a importância do reconhecimento do outro e a resistência contra a mercantilização das pessoas. Através de reflexões sobre individualismo...

O artigo aborda a conexão entre o Direito e o rock, utilizando referências à banda Engenheiros do Hawaii para ilustrar a relação entre arte e legislação.
Os autores discutem o paradoxo do Direito em uma sociedade capitalista, onde a mercantilização das relações humanas desumaniza os indivíduos, reduzindo-os a meros objetos de consumo. Há uma crítica às prisões e ao tratamento desumano dos detentos, comparando a realidade do sistema jurídico brasileiro com a cultura de descartar aqueles que não se encaixam no molde social desejado. Os autores refletem sobre a urgência da mudança nas mentalidades e comportamentos diante da coisificação do ser humano e a necessidade de reconhecimento do outro.
A juventude, percebida como vítima de um sistema que troca vidas por bens materiais, é abordada em relação ao seu papel na política e na democracia. O texto questiona a ciência do Direito como algo exato e sugere que é uma construção humana, buscando inspiração em novas formas de expressão artística, como a música. Através de letras de canções, os autores incentivam a reflexão sobre as emoções e o papel da resistência na busca por justiça e equidade.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Quem eles pensam que são?" por Aline Gostinski e Alexandre de Morais da Rosa.
- Relação entre Direito e Arte: A intersecção entre o Direito e a música, destacando como o rock pode refletir críticas sociais e jurídicas.
- Cidadania em um mundo capitalista: A necessidade de revisão dos limites do que pode ser negociado no contexto jurídico, destacando a desumanização provocada pelo mercado.
- Reconhecimento do outro: A importância de um suporte teórico que valorize a individualidade e a dignidade de cada pessoa no contexto das relações jurídicas.
- A prisão como crítica social: Reflexão sobre a situação das prisões no Brasil, comparando-as a depósitos de "lixo humano".
- Desafios do individualismo: A crítica à cultura do individualismo e como isso afeta a justiça e os direitos coletivos.
- Resistência ao "Estado Mercador": Discussão sobre a coisificação das pessoas na sociedade moderna e a luta por reconhecimento em um sistema desigual.
- Esperança por mudança: A reflexão sobre como ainda é possível criar uma nova lógica no Direito, desafiando o status quo e buscando inclusão.
- Papel do Direito na sociedade contemporânea: A análise das funções e limitações do Direito em meio a um cenário de burocracia e manipulação.
- Inspiração na música: Como as letras dos Engenheiros do Hawaii podem servir de metáfora para questões jurídicas e sociais, invocando reflexão crítica.
- Emoção e engajamento: Um convite ao leitor para refletir sobre o que o emociona e movimenta na luta por justiça e direitos.
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