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Artigos Empório do Direito – O céu não somos nós: do ódio de ódio

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ARTIGO

O céu não somos nós: do ódio de ódio

O artigo aborda a complexa relação entre amor, violência e a natureza humana, ressaltando que o ódio não é exclusivo do "outro", mas também reside em nós. A autora discute como a compreensão da maldade interna pode impactar a atuação dos operadores do Direito, enfatizando a necessidade de separar atos de seus autores e de humanizar a violência. A reflexão sobre a pulsão de morte, bem como a influência do ambiente na formação de comportamentos agressivos, também é central, propondo uma reavali...

Maíra Marchi Gomes
05 out. 2015 15 acessos
O céu não somos nós: do ódio de ódio

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas interligados à natureza humana, à violência, e à atuação do Direito, começando com a ideia de que o amor pode ser considerado um preconceito, onde a escolha das relações é influenciada pela conveniência.

Uma reflexão sobre o 11 de setembro leva à constatação de que a maldade não reside apenas nos outros, mas pode estar presente em nós mesmos, requerendo uma abordagem mais humana por parte dos operadores do Direito diante da reprovação dos atos alheios. O texto também explora a relação entre prazer e violência, citando Bukowski e mencionando estudos de psicólogos como Fuerstenthal, Zizek e Freud, que discutem a agressividade humana, a curiosidade pela violência e a constituição da moralidade na sociedade. A pulsão de morte, conforme Lacan e Freud, é apresentada como um conceito essencial que liga as ações criminosas ao contexto social e às pressões morais.

Além disso, o artigo analisa a ideia de que a repressão das pulsões destrutivas pode resultar em consequências negativas e propõe que a aceitação desses impulsos é vital para uma convivência saudável. Winnicott contribui com a noção de que a preocupação com o outro deve surgir do reconhecimento da própria destrutividade, algo crucial para a construção de relações amorosas autênticas. Por fim, aborda a tendência anti-social na infância como uma resposta à privação emocional e à pressão social, enfatizando a necessidade de um ambiente que acolha os impulsos humanos verdadeiros para que haja esperança de reconstrução e reintegração na sociedade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O céu não somos nós: do ódio de ódio" por Maíra Marchi Gomes.

  • A natureza do amor e do preconceito: Reflexão sobre como a ideia de amor é frequentemente ligada a conveniências e preconceitos.
  • O criminoso e o mal: Discussão sobre a percepção de que o mal pode estar presente em nós mesmos e a necessidade de uma resposta mais humana no Direito.
  • A relação entre violência e prazer: Análise do prazer e satisfação que pode decorrer tanto da posição de algoz quanto de vítima, utilizando referências de Zizek e Fuerstenthal.
  • Pulsão de morte e natureza humana: Exame da pulsão de morte segundo Freud e a ideia de que a violência é uma parte inerente da condição humana.
  • Reflexão sobre a função social do criminoso: Pergunta sobre a seletividade da reprovabilidade e as exigências impostas aos indivíduos pela sociedade.
  • Impacto do ambiente na formação do sujeito: Como o ambiente e a cultura moldam a capacidade de lidar com impulsos destrutivos e o desenvolvimento moral.
  • Critica ao sistema judicial: Análise de como o sistema penal pode ser ineficaz ao tratar a verdadeira natureza do mal e da supressão dos instintos.
  • Interpretação winnicottiana da tendência anti-social: Discussão sobre a busca do indivíduo por aprovação externa e o papel da esperança na transformação de comportamentos anti-sociais.
  • A conexão entre amor e ódio: Reflexão sobre como a negação da própria maldade impede a manifestação de amor autêntico e relacional.
  • O papel da culpa na formação do comportamento social: Exploração do impacto da culpa na interiorização de comportamentos destrutivos e na autoimagem do sujeito.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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