Guia de uso

Artigos Empório do Direito – Lições de urbanidade – por fernanda mambrini rudolfo

Início/Conteúdos/Artigos/Empório do Direito
ARTIGO

Lições de urbanidade – por fernanda mambrini rudolfo

O artigo aborda a crescente falta de urbanidade nas relações humanas, apontando que características como cortesia e respeito estão se tornando raras, especialmente em ambientes formais como o forense. Fernanda Mambrini Rudolfo destaca a importância de pequenos atos de civilidade, como cumprimentos e agradecimentos, que são frequentemente ignorados. A autora clama pela necessidade de reaprendermos a conviver em sociedade com gentileza, enfatizando que isso pode ter um impacto significativo em ...

Fernanda Mambrini Rudolfo
19 fev. 2017 12 acessos
Lições de urbanidade – por fernanda mambrini rudolfo

Este conteúdo é exclusivo para assinantes
Faça login se você já é assinante, ou conheça os planos disponíveis.
Fazer loginVer planos

O artigo aborda a crescente falta de urbanidade nas relações humanas, apontando que características como cortesia e respeito estão se tornando raras, especialmente em ambientes formais como o forense. Fernanda Mambrini Rudolfo destaca a importância de pequenos atos de civilidade, como cumprimentos e agradecimentos, que são frequentemente ignorados. A autora clama pela necessidade de reaprendermos a conviver em sociedade com gentileza, enfatizando que isso pode ter um impacto significativo em nossas interações.

Publicado no Empório do Direito

O dicionário Aurélio conceitua “urbanidade” como “qualidade de urbano; civilidade, cortesia, afabilidade”. Já “civilidade” consta como “conjunto de formalidades observadas entre si pelos cidadãos em sinal de respeito mútuo e consideração; polidez, urbanidade, delicadeza, cortesia”. São características cada vez mais raras, cada vez mais ausentes nas relações humanas.

Embora cumprimentar as pessoas seja uma formalidade a ser observada em sinal de respeito mútuo, cada vez menos todos se cumprimentam, especialmente quando se trata de “subordinados”. Parece que um “bom dia” equivale a uma fortuna, não se podendo desperdiçar em qualquer situação. Um sorriso, então, assemelha-se a uma espécie em extinção.

No ambiente forense, a situação não diverge. As relações entre membros de instituições e assessorias são, em regra, pautadas por um distanciamento inerente à crença de superioridade. Correções são feitas publicamente, em alto e bom tom, sem preocupação em constranger o funcionário (acima de tudo, a pessoa).

Vêm-se esquecendo regras básicas, como bater à porta ou falar em volume que não atrapalhe o trabalho dos outros. “Por favor” parece ser até mais caro que um “bom dia”. Em vez de “muito obrigado”, seguem-se olhares que conotam “não faz mais que a obrigação”.

Nos atos judiciais, o salutar debate entre partes vem sendo substituído pela hostilidade. O necessário respeito às partes e ao Magistrado dá espaço a atos truculentos e a posturas autoritárias.

Onde foi parar a urbanidade? O que se ganha ao destratar alguém ou ao agir como se fosse o centro do universo? Por que viver em sociedade é tão difícil?

Estamos tão preocupados em criar jovens preparados para o vestibular e outras avaliações semelhantes que esquecemos de valiosas lições. Exames como o da OAB e concursos para carreiras jurídicas preocupam-se demasiadamente com conceitos decorados e fazem com que se deixe de lado o mais primordial da educação.

Precisamos reaprender algumas simples lições. Devemos reconhecer a humanidade do “outro” e ter um mínimo de civilidade. Atos que parecem tão pequenos, mas podem ter uma repercussão muito maior do que o imaginado. Precisamos reaprender a viver em sociedade.

Imagem Ilustrativa do Post: Inspira São Paulo // Foto de: Virada da Saúde // Sem alterações

Disponível em: https://www.flickr.com/photos/viradadasaude/17073077246

Licença de uso: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/legalcode

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Fernanda Mambrini Rudolfo
Fernanda Mambrini RudolfoDefensora Pública do Estado de Santa Catarina desde 2013, com atuação especialmente junto ao Tribunal do Júri. Bacharela, Mestra e Doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenadora Científica do Centro de Estudos, Capacitação e Aperfeiçoamento da Defensoria Pública.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos