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Artigos Empório do Direito – Inquéritos policiais e processos em andamento como antecedentes criminais: o supremo sucumbirá ao fascismo?

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ARTIGO

Inquéritos policiais e processos em andamento como antecedentes criminais: o supremo sucumbirá ao fascismo?

O artigo aborda a preocupante possibilidade de reavaliação pelo Supremo Tribunal Federal da decisão que considera inquéritos policiais e processos em andamento como maus antecedentes, suscitando riscos à presunção de inocência e ao estado democrático de direito. Os autores alertam para o flerte com uma lógica punitiva extrema, que poderia legitimar penas severas baseadas em acusações não julgadas. A discussão central gira em torno da necessidade de defender princípios fundamentais do processo...

Alexandre Morais da Rosa, Salah Khaled
07 jul. 2015 13 acessos
Inquéritos policiais e processos em andamento como antecedentes criminais: o supremo sucumbirá ao fascismo?

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da consideração de inquéritos policiais e processos em andamento como antecedentes criminais, propondo uma análise crítica sobre a possível revisão dessa interpretação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os autores discutem a recente decisão do STF que exclui a consideração de inquéritos e ações penais não transitadas em julgado como maus antecedentes, refletindo sobre os riscos de um retrocesso no Estado democrático de direito. A iminente reavaliação da posição pelo STF é confrontada com a ideia de presunção de inocência, questionando se a alteração alimentaria um sistema penal punitivo e autoritário, à luz de práticas históricas do direito penal inquisitório, como as propostas por Vicenzo Manzini.

Os autores criticam a possibilidade de legitimar penas mais severas baseadas em circunstâncias não conclusivas, enfatizando a necessidade de um sistema processual que respeite a inocência do acusado e que evite descambar para o fascismo. Além disso, a discussão destaca a relevância das normas que garantem a proteção do indivíduo contra abusos do Estado, apontando a urgência de uma formação mais sólida em direito penal democrático nos tribunais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Inquéritos policiais e processos em andamento como antecedentes criminais: o Supremo sucumbirá ao fascismo?" por Salah Khaled Jr. e Alexandre de Morais da Rosa.

  • Reavaliação pelo Supremo: Discussão sobre a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal rever a decisão do RE 591.054, que considera inquéritos e ações penais em andamento como não válidos para a dosimetria da pena.
  • Presunção de inocência: Análise das implicações de considerar inquéritos como maus antecedentes e a relação disso com a presunção de inocência, um princípio fundamental do direito penal.
  • Decisões polêmicas: A crítica à possibilidade de que decisões do STF possam legitimar um sistema punitivo mais severo, abrindo espaço para interpretações que fragilizam garantias individuais.
  • Influência da tradição inquisitória: A referência à obra de Manzini e como suas ideias influenciam o entendimento do processo penal, especialmente no que tange à tutela da liberdade e repressão da delinquência.
  • Implicações política-criminais: A ligação entre a revisão da posição do STF e um possível flerte com ideais fascistas na reinterpretação do direito penal e das normas processuais.
  • Críticas a autores tradicionais: O posicionamento crítico em relação ao uso de referências anacrónicas na construção do pensamento jurídico, como a obra de Manzini, que contrasta com os valores democráticos atuais.
  • Papel do juiz no processo penal: Discussão sobre a atuação do juiz na gestão da prova e como isso pode afetar a percepção da inocência ou culpabilidade do réu em processo.
  • Importância do estudo do processo penal democrático: A conclusão de que é essencial que os ministros do Supremo se aprofundem no estudo do processo penal à luz dos direitos humanos e das garantias fundamentais.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Salah KhaledDoutor e mestre em Ciências Criminais (PUCRS) e mestre em História (UFRGS), bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (PUCRS) e licenciado em História (FAPA). Professor associado de Criminologia, Direito Penal e Processual Penal da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Presidente do Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural. É autor de \"Criminologia Cultural Periférica\", \"A Busca da Verdade no Processo Penal: Para Além da Ambição Inquisitorial\" e de dezenas de outros livros, capítulos de livros e artigos publicados em revistas científicas.

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