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Artigos Empório do Direito – A corte européia de direitos humanos e o excesso prazal: o caso italiano

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ARTIGO

A corte européia de direitos humanos e o excesso prazal: o caso italiano

O artigo aborda a condenação da Itália pela Corte Europeia de Direitos Humanos devido à extensa demora judicial em casos de indenização, evidenciando o impacto da lentidão processual nos direitos dos cidadãos. O texto analisa a aplicação da Lei Pinto e o recente acordo entre o Ministério da Justiça italiano e o Banco da Itália para agilizar pagamentos de indenização, além de debater a moralidade da morosidade na justiça e suas implicações nos direitos humanos. A discussão também conecta a sit...

Rômulo Moreira
08 jun. 2015 9 acessos
A corte européia de direitos humanos e o excesso prazal: o caso italiano

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a condenação da Itália pela Corte Europeia de Direitos Humanos devido à demora judicial, especificamente no caso de um inspetor de Polícia que aguardou dez anos pela conclusão de um processo, sendo que a demora de cinco anos em seu pedido de indenização foi considerada inaceitável.

Discute-se a Lei 89 de 2001, conhecida como Lei Pinto, que garante reparação aos prejudicados pela lentidão da Justiça, além de mencionar críticas da Corte quanto à efetividade desta lei e a necessidade de criação de um fundo de indenização. O texto também revela que, em 2015, a lentidão processual persiste, levando a um acordo com o Banco da Itália para agilizar os pagamentos de indenização. Faz-se uma comparação com a situação da morosidade judicial no Brasil, ressaltando preocupações sobre a prisão provisória e a espera indefinida por julgamento.

Várias referências e citações de juristas sobre o direito ao julgamento em prazo razoável são apresentadas, incluindo normas internacionais que asseguram esse direito, como os Pactos de Direitos Civis e Políticos e o Pacto de São José da Costa Rica. O autor finaliza defendendo a necessidade de um marco normativo para limitar a duração dos processos e garantir a celeridade e justiça, sem atropelar garantias processuais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A corte européia de direitos humanos e o excesso prazal: o caso italiano" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Condenação da Itália pela demora processual: Discussão sobre a condenação da Itália a indenizar um inspetor de Polícia devido à espera excessiva na conclusão de seu processo criminal, destacando a espera de cinco anos no pedido de indenização contra o Estado.
  • Lei Pinto (Lei 89/2001): Apresentação da Lei 89, que garante reparação por injustificável morosidade judicial e foi criada em resposta a exigências do Conselho da Europa.
  • Repreensão anterior da Corte Europeia: Análise da advertência feita à Itália em 2010 sobre a inefetividade da Lei Pinto e a necessidade de revisão do sistema de indenização.
  • Acordo com o Banco da Itália: Descrição do novo acordo firmado pelo Ministério da Justiça para agilizar o pagamento de indenizações, reduzindo o prazo para 120 dias após a conclusão do processo.
  • Preocupações com a morosidade no Brasil: Comparação entre o cenário italiano e a situação no Brasil, onde a morosidade também é um problema sério, destacando a banalização da prisão provisória.
  • Direitos do réu e prazos razoáveis: Discussão sobre os direitos do réu, com ênfase na exigência de um julgamento em prazo razoável, citando normas nacionais e internacionais.
  • Teoria dos Sete Critérios: Apresentação da Teoria dos Sete Critérios do Tribunal Europeu de Direitos Humanos para avaliar a dilação processual excessiva, considerando aspectos como a complexidade do caso e a conduta das autoridades judiciárias.
  • Normas internacionais aplicáveis: Exploração de normas do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos que garantem o direito a um julgamento sem dilações indevidas.
  • Reformas necessárias no sistema processual: Conclusão acerca da necessidade de reformas que garantam um processo penal mais ágil e respeitoso aos direitos fundamentais, evitando a morosidade judicial.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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