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Artigos Conjur – Sob a fria luz das telas

ARTIGO

Sob a fria luz das telas

O artigo aborda a implementação do projeto “Júri 100% Digital” pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que visa modernizar o rito do júri através da digitalização de processos, como a administração de jurados e a votação. Contudo, os autores discutem os riscos associados a essa inovação, incluindo o isolamento dos jurados, a distração causada pelo uso de telas e a possibilidade de inconsistências na interpretação de documentos, que podem comprometer a transparência e a integridade do julgam...

Rodrigo Faucz
11 abr. 2026
Sob a fria luz das telas
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a implantação do projeto "Júri 100% Digital" pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, destacando a digitalização das etapas operacionais do tribunal do júri, sem transformar o caráter presencial do julgamento.

Os autores discutem a mecanização do júri e o afastamento da essência humana, ressaltando os desafios da implementação tecnológica rápida e descoordenada, que podem comprometer a defesa, a transparência e a integridade dos processos. É enfatizada a necessidade de políticas administrativas coordenadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para garantir uniformidade no Judiciário. O isolamento visual dos jurados em cabines individuais e a limitação de interação afetam a percepção e a capacidade de captar nuances essenciais durante o julgamento.

Além disso, há o risco de distração devido à exposição a telas, prejudicando a concentração e a interpretação de argumentos. A entrega de documentos aos jurados sem o devido acompanhamento pode gerar confusão e comprometer a clareza do julgamento. A necessidade de uma transição cuidadosa para um processo penal digital é destacada, reforçando que as garantias jurídicas essenciais devem ser respeitadas, para que a legitimidade democrática do júri seja mantida.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Sob a fria luz das telas" por André Vartuli e Rodrigo Faucz.

  • Projeto “Júri 100% Digital”: Introdução do projeto pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, visando a modernização do rito do júri, com foco em eficiência, sustentabilidade e segurança.
  • Digitalização das etapas operacionais: Exploração de como as etapas do júri, antes feitas em papel e físicas, foram digitalizadas, incluindo o sorteio de jurados e a votação eletrônica.
  • Mecanização do júri: Discussão sobre os riscos e complexidades da digitalização no julgamento, especialmente em casos relevantes, e as consequências para defesa e transparência.
  • Políticas administrativas nacionais: Análise da competência do CNJ em implementar políticas judiciais e as implicações do TJ-MG agir sem essa coordenação.
  • Isolamento visual dos jurados: Impacto do isolamento físico dos jurados em suas percepções e decisões, limitando interação com advogados e testemunhas.
  • Perda de conexão e concentração: Risco de distração dos jurados devido à exposição contínua a telas, prejudicando a eficácia da comunicação e interpretação de provas.
  • Entrega indevida de documentos: Análise das consequências da entrega irrestrita do processo aos jurados e sua interpretação fora de contexto, comprometendo o julgamento.
  • Implementação do processo penal digital: Importância de uma transição cuidadosa e coordenada, garantindo os direitos processuais fundamentais e a integridade do sistema judicial.
  • Características do júri e sua legitimidade: Reflexão sobre o papel histórico do júri como modelo de justiça imediata e humana, ressaltando a necessidade de preservar esses princípios em inovações.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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