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Artigos Conjur – Eduardo Newton: Sempre é bom lembrar, cala a boca já morreu!

ARTIGO

Eduardo Newton: Sempre é bom lembrar, cala a boca já morreu!

O artigo aborda as implicações de uma recente normativa da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que supõe proibições de críticas públicas à instituição e seus membros, questionando a compatibilidade desse ato com os princípios democráticos. O texto explora o histórico da repressão à liberdade de expressão, destacando analogias com períodos autoritários e enfatizando a importância do debate público e da criticidade na construção de uma democracia verdadeira. O autor ressalta que ten...

Eduardo Newton
04 fev. 2021 11 acessos
Eduardo Newton: Sempre é bom lembrar, cala a boca já morreu!

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e a crítica pública, em um contexto onde a liberdade de expressão é analisada sob a luz de um recente ato normativo considerado atentatório ao decoro do cargo.

O texto destaca a ironia da Avenida Marechal Câmara, em cuja proximidade se encontram instituições democráticas, contrastando com a figura do militar homenageado, e discute a revogação de uma norma que buscava proibir críticas à instituição. Além disso, a obra menciona contribuições teóricas de autores como Norberto Bobbio, que defende a transparência nas instituições democráticas, e Karl Marx, cujo pensamento sugere uma repetição de eventos históricos que resonam de forma autoritária. O autor critica o corporativismo que impede o debate público sobre questões internas da Defensoria, e examina o conceito de decoro parlamentar proposto por Miguel Reale, revelando as tentativas de silenciar oposições, traçando um paralelo com práticas autoritárias do passado.

Também foi abordada a relação entre a crítica e a construção de um pensamento hegemônico, apontando a crítica como fundamental para a saúde democrática. Por fim, o texto defende a necessidade de uma vigilância constante para garantir que vozes divergentes sejam respeitadas e destaca a famosa frase "cala a boca já morreu" como um chamado à defesa da liberdade de expressão na sociedade contemporânea.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Sempre é bom lembrar: cala a boca já morreu!" de Eduardo Januário Newton.

  • Avenida Marechal Câmara: Contextualização histórica da avenida em relação à defesa da democracia e ironia sobre a homenagem a um militar.
  • Artigo 134 e o Decoro do Cargo: Discussão sobre a norma que caracteriza a manifestação pública como atentatória ao decoro, e suas implicações éticas.
  • Censura e Debate Público: Análise sobre a necessidade de manter o debate aberto sobre a Defensoria Pública como uma instituição pública.
  • Referências Filosóficas: Citações de Norberto Bobbio e Kant sobre a transparência nas ações governamentais e a importância da crítica em uma democracia.
  • Tragédia e Farsa na Política: Comparação da censura atual com a opressão das vozes contrárias durante a ditadura militar, utilizando a frase emblemática de Karl Marx.
  • Liberdade de Expressão: Defesa da liberdade de expressão e pluralismo como fundamentos da república brasileira, mesmo sob risco de repressão.
  • Intolerância e Autoritarismo: Reflexões sobre as repercussões da visão binária e maniqueísta que caracteriza regimes autoritários na análise da crítica institucional.
  • Emoções e Controle do Discurso: A análise sobre como a tentativa de silenciar críticas reflete a insegurança e o apego ao poder.
  • Direito e Vigilância Democrática: A necessidade de vigilância constante para garantir a democracia e o espaço para a discordância e crítica.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Eduardo NewtonAtualmente, Defensor Público do estado do Rio de Janeiro. Foi Defensor Público do estado de São Paulo. Possui mais de 17 anos de atuação na defesa criminal. Foi o subscritor da Reclamação Constitucional nº 29.303/RJ que determinou a obrigatoriedade da audiência de custódia para todas as modalidades prisionais.

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