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Artigos Conjur – Quando a tecnologia pode evitar abusos na aplicação da pena

ARTIGO

Quando a tecnologia pode evitar abusos na aplicação da pena

O artigo aborda a pesquisa "Caleidoscópio Penal", que analisa dados estatísticos sobre sentenças condenatórias no Rio Grande do Norte, revelando a prevalência de penas mais brandas, a baixa aplicação de agravantes e a seletividade punitiva em relação a crimes patrimoniais e de drogas. Os autores sugerem o uso de tecnologia, como algoritmos de inteligência artificial, para aprimorar a individualização da pena e mitigar abusos no sistema judiciário. A pesquisa destaca a necessidade de reformas ...

Alexandre Morais da Rosa
02 out. 2020 18 acessos
Quando a tecnologia pode evitar abusos na aplicação da pena

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas centrais na interseção entre a aplicação penal e a utilização de tecnologias, destacando a pesquisa "Caleidoscópio Penal", que analisa dados estatísticos de sentenças no Rio Grande do Norte.

O texto enfatiza a prevalência de penas mais brandas, como regimes abertos ou semiabertos, aplicadas a crimes de pequena e média gravidade, bem como a infrequente aplicação da reincidência. Também se discute o uso do Direito Penal como resposta a uma paranoia coletiva em relação à violência, evidenciando a artificialidade do processo de criminalização vigente. Outro tema explorado é a seletividade punitiva, especialmente em relação a crimes patrimoniais e de drogas, e a possibilidade de acordo de não-persecução penal para crimes com pena inferior a quatro anos.

Adicionalmente, examina-se a manutenção de arbitrariedades e generalizações na individualização da pena, incluindo a influência de circunstâncias judiciais sem fundamentação adequada. O artigo ainda propõe a implementação de algoritmos para aumentar a precisão e a justiça no processo de aplicação da pena, sugerindo que a tecnologia pode auxiliar a mitigar abusos e inconsistências na atuação judicial, promovendo um alinhamento mais efetivo com os princípios constitucionais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Quando a tecnologia pode evitar abusos na aplicação da pena", escrito por Alexandre Morais da Rosa, Keity Saboya e Elias Jacob de Menezes Neto.

  • Resultados de Pesquisa Empírica: A pesquisa "Caleidoscópio Penal" analisa dados estatísticos de sentenças condenatórias na Justiça Estadual do Rio Grande do Norte nos últimos 13 anos.
  • Regimes de Cumprimento de Pena: Em mais de 70% das condenações, o regime inicial foi aberto ou semiaberto, voltado para crimes de pequena e média gravidade.
  • Agravante da Reincidência: A reincidência foi aplicada em apenas 14,5% das sentenças analisadas, sugerindo uma abordagem diferenciada na aplicação da pena.
  • Penas de Reclusão: 83% das sentenças resultaram em penas de reclusão, com média de até 1.200 dias, inferior a 4 anos.
  • Seletividade Punitiva e Aporofobia: A pesquisa destaca a seletividade na aplicação de penas, especialmente contra crimes patrimoniais, drogas e armas.
  • Acordo de Não-Persecução Penal: Embora aplicável em infrações com pena mínima inferior a quatro anos, muitas ações penais não deveriam ter prosseguido.
  • Critérios de Individualização da Pena: Apontadas lacunas e abusos na valoração das circunstâncias judiciais que influenciam a gravidade das penas.
  • Desenvolvimento de Algoritmos: Proposta de criar um algoritmo de processamento de linguagem natural para racionalizar a aplicação da pena no Judiciário.
  • Colaboração com o CNJ: Sugestão de colaboração para modelagem de ferramentas que ajudem os magistrados a fundamentar suas decisões com base na jurisprudência.
  • Impacto da Tecnologia no Direito Penal: A tecnologia pode ajudar a mitigar abusos e tornar o processo de aplicação da pena mais transparente e justo.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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