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Artigos Conjur – “Provas pseudocientíficas”: livre apreciação e livre conhecimento da prova

ARTIGO

“Provas pseudocientíficas”: livre apreciação e livre conhecimento da prova

O artigo aborda a crítica às "provas pseudocientíficas", enfatizando sua inadequação no processo judicial. Os autores discutem a diferença entre livre apreciação e livre convencimento do juiz, defendendo que a fundamentação deve ser baseada em provas válidas e confiáveis, evitando a admissão de elementos que comprometem a verdade processual. Além disso, é destacado o impacto negativo da aceitação de tais provas nas decisões judiciais e na integridade do sistema jurídico.

Jacinto Coutinho
01 mai. 2020 16 acessos
“Provas pseudocientíficas”: livre apreciação e livre conhecimento da prova

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre provas, especialmente as denominadas "pseudocientíficas", e o sistema processual, enfatizando a importância da livre apreciação e conhecimento das provas pelo juiz.

Inicialmente, é discutida a evolução do conceito de prova no direito, destacando a transição de provas físicas (corpus delicti) para a depender da linguagem (meios de prova como testemunhal, pericial e documental). O texto explica o processo de introdução de provas nos processos, suas etapas (requerimento, admissão, produção e avaliação), e critica as provas que não sustentam seu conteúdo de forma válida, como cartas psicografadas. A seguir, são abordadas as críticas às provas pseudocientíficas, que, por não seguirem um método científico, não devem ser admitidas nos processos, sob pena de comprometer a verdade das decisões judiciais.

O artigo diferencia livre convencimento de livre apreciação da prova, explicando que enquanto a primeira diz respeito à convicção racional, a segunda segue um roteiro que deve ser respeitado pelo juiz na sua avaliação. Por fim, a obra levanta questões sobre a fundamentação das decisões judiciais e conclui que, embora o juiz tenha a liberdade de apreciar a prova, essa apreciação deve sempre ser fundamentada para garantir a lisura do processo e a segurança jurídica.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Provas pseudocientíficas": livre apreciação e livre conhecimento da prova, de Jacinto Nelson de Miranda Coutinho.

  • Histórico das Provas: A evolução da perspectiva sobre provas no processo, movendo-se de um enfoque no corpus delicti para os meios de prova com influências da Filosofia da Linguagem.
  • Natureza das Provas: Importância de assegurar que as provas sejam hígidas e sustentáveis; crítica às provas pseudocientíficas e seu impacto na verdade processual.
  • O Papel do Juiz: O juiz como controlador da prova, responsável por garantir a regularidade processual e a admissibilidade das provas no processo.
  • Diferenciação entre Convencimento e Apreciação da Prova: Explicação das diferenças entre livre convencimento e livre apreciação, mostrando como isso afeta a fundamentação judicial.
  • Fundamentação Judiciária: A necessidade de o juiz fundamentar suas decisões e apreciá-las de maneira racional, seguindo princípios constitucionais.
  • Crítica ao Livre Convencimento: A crítica de que o livre convencimento pode levar ao subjetivismo, em contraste com a necessidade de uma base legal sólida.
  • Impacto das Provas Pseudocientíficas no Júri: Discussão sobre as consequências da admissibilidade de provas pseudocientíficas, como cartas psicografadas, em contextos de julgamentos importantes.
  • Comparação com Provas Científicas: Reflexão sobre se provas que aparentam ser científicas, como narcoanálise e detector de mentiras, devem seguir o mesmo rigor crítico das provas pseudocientíficas.
  • Considerações Finais: A necessidade de controle e fundamentação apropriada nas decisões judiciais e o desafio enfrentado pelos juízes em balancear convicções íntimas e requisitos legais.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Jacinto CoutinhoProfessor Titular de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (aposentado). Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Professor do Programa de Pós-graduação em Direito da UNIVEL, Cascavel. Especialista em Filosofia do Direito (PUCPR), Mestre (UFPR); Doutor (Università degli Studi di Roma “La Sapienza”). Presidente de Honra do Observatório da Mentalidade Inquisitória. Advogado. Membro da Comissão de Juristas do Senado Federal que elaborou o Anteprojeto de Reforma Global do CPP, hoje Projeto 156/2009-PLS.

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