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Artigos Conjur – O pacto masculino acadêmico de mediocridade

ARTIGO

O pacto masculino acadêmico de mediocridade

O artigo aborda a invisibilidade e a exclusão das mulheres na academia e no ambiente jurídico, evidenciando como o sistema patriarcal perpetua a mediocridade masculina. As autoras, Luísa Walter da Rosa e Fernanda Pacheco Amorim, discutem a histórica falta de reconhecimento das contribuições femininas no campo do Direito e a cultura que torna difícil para mulheres serem citadas ou reconhecidas como referências. O texto clama por uma mudança estrutural, propondo um levante por igualdade para co...

Luisa Walter da Rosa
26 abr. 2021 13 acessos
O pacto masculino acadêmico de mediocridade

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a invisibilidade e a marginalização das vozes femininas na Academia e no Direito, analisando como o patriarcado perpetua a exclusão de mulheres nas referências acadêmicas.

Há uma crítica à falta de reconhecimento e legitimação das contribuições femininas, revelando que muitas mulheres produzem e publicam conhecimento de qualidade, mas frequentemente não são citadas ou reconhecidas. O texto menciona a obra de Mary Wollstonecraft e Olympe de Gouges como exemplos históricos de reivindicação dos direitos das mulheres, questionando a predominância de figuras masculinas nos currículos acadêmicos e nas discussões jurídicas. Também discute os obstáculos que as mulheres enfrentam, como a síndrome da impostora, e reflete sobre o medo e o incômodo gerados pela luta por igualdade de gênero.

O autor ressalta que a verdadeira mudança depende da conscientização e do esforço coletivo para proporcionar espaços para as vozes femininas e introduzir diversidade nas referências bibliográficas. Além disso, o texto destaca a necessidade de desafiar a tradição e os dogmas que sustentam o "pacto masculino de mediocridade" na Academia, promovendo uma reavaliação das práticas acadêmicas que excluem mulheres e justificam essa exclusão com a alegação de falta de contribuições femininas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "O pacto masculino acadêmico de mediocridade" de Luísa Walter da Rosa e Fernanda Pacheco Amorim.

  • A invisibilidade das mulheres na academia: Discussão sobre a predominância de citações masculinas em textos jurídicos, mesmo na presença ativa de mulheres na produção acadêmica.
  • Referências históricas femininas: Análise sobre a falta de reconhecimento de autoras como Mary Wollstonecraft e Olympe de Gouges, que debateram sobre direitos das mulheres desde o século XVIII.
  • Impactos do patriarcado: Consideração de como o patriarcado e a cultura machista ainda influenciam a exclusão das mulheres em espaços acadêmicos e profissionais.
  • A luta pela visibilidade e reconhecimento: Descrição do esforço das mulheres na academia para serem ouvidas e legitimadas como autoridades em suas áreas de atuação.
  • Questões de gênero na educação: Reflexões sobre a necessidade de promover a igualdade de gênero nas referências acadêmicas e no corpo docente das universidades.
  • A síndrome da impostora: Abordagem sobre como a cultura social cria inseguranças nas mulheres, fazendo-as duvidar de suas capacidades acadêmicas e profissionais.
  • Mobilização para a mudança: Chamado à ação para homens e mulheres se unirem na luta por igualdade de gênero e reescreverem a história acadêmica com mais diversidade e inclusão.
  • Importância da interseccionalidade: Discussão sobre como a exclusão se agrava para mulheres de diferentes etnias, classes sociais, e orientações sexuais.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Luisa Walter da RosaDoutoranda em Processo Penal na USP. Mestra em Direito do Estado, com enfoque em Processo Penal pela UFPR. Pós-graduada em Direito Penal Econômico pela PUC Minas e em Direito Penal e Criminologia pela PUC-RS. Vice-presidente da Comissão Nacional de Justiça Penal Negocial da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (ABRACRIM). Autora de livros sobre colaboração premiada, acordo de não persecução penal e justiça penal negociada, pela Emais Editora. Consultora e parecerista em acordos penais. Advogada.

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