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Artigos Conjur – Memória não é Polaroid: precisamos falar sobre reconhecimentos criminais

ARTIGO

Memória não é Polaroid: precisamos falar sobre reconhecimentos criminais

O artigo aborda a problemática dos reconhecimentos criminais, destacando a fragilidade e potencial contaminação das memórias durante esse processo, especialmente quando se utiliza reconhecimento fotográfico sem os devidos procedimentos legais. Os autores, Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa, ressaltam que tais práticas podem levar a falsas memórias e condenações injustas, enfatizando a necessidade de evidências independentes e uma revisão crítica do sistema penal brasileiro em face de d...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
07 nov. 2014 20 acessos
Memória não é Polaroid: precisamos falar sobre reconhecimentos criminais

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversas questões sobre a validade e as implicações dos reconhecimentos criminais no contexto do processo penal. Primeiramente, discute a prática comum de apresentar álbuns de fotografias aos critérios de reconhecimento, destacando a ilegalidade desse processo, uma vez que não respeita as normas legais pertinentes.

A seguir, explora o conceito de "falsas memórias" e os efeitos da prévia visualização do suspeito, como no caso de reconhecimento pela mídia, que pode não apenas contaminar o reconhecimento, mas também envolver estereótipos culturais que influenciam a percepção das vítimas. O texto ainda menciona a fragilidade das memórias em situações traumáticas e como o foco em elementos específicos, como uma arma, pode prejudicar o reconhecimento de outras características relevantes do agressor.

Além disso, critica a mentalidade antiquada em relação à prova no processo penal brasileiro e ilustra essa problemática com o caso de Jennifer Thompson, que erroneamente reconheceu seu agressor, resultando em condenação injusta. Por fim, defende que irregularidades nos procedimentos de reconhecimento devem levar à exclusão de provas no tribunal, enfatizando a necessidade de manter a integridade do processo legal e a proteção dos direitos fundamentais dos indivíduos.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos discutidos no artigo "Memória não é Polaroid: precisamos falar sobre reconhecimentos criminais", de Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Reconhecimento Fotográfico: Discussão sobre a utilização de álbuns de fotos ou imagens de suspeitos, que nem sempre são acompanhados pelo depoimento formal da vítima, levando a um reconhecimento contaminado.
  • Legalidade do Processo: A ilegalidade do reconhecimento fotográfico quando não atendido os requisitos legais, e como isso contamina a memória da vítima.
  • Influências Cognitivas: Efeitos da teoria da dissonância cognitiva e estereótipos culturais no processo de reconhecimento, levando a um risco maior de reconhecimentos falsos.
  • Fator "Foco da Arma": A atenção da vítima pode ser desviada para objetos raros (como uma arma), dificultando a recordação de detalhes relevantes do agressor.
  • Teorias de Memória: O conceito de memória como uma interpretação e não uma reprodução exata, apoiado por estudos de variados autores, incluindo Antônio Damásio.
  • Impacto das Novas Informações: Como informações pós-crime podem criar "falsas memórias" que afetam a identificação do suspeito.
  • Casos Reais: Análise do caso de Jennifer Thompson, que identificou erroneamente Ronald Cotton como seu agressor, ilustrando os perigos de dependermos do reconhecimento da testemunha.
  • Consequências Elisivas: Reflexão sobre a possibilidade de condenar alguém com base em provas que têm alta probabilidade de serem falsas, e a crítica à compreensão medieval do sistema penal atual.
  • Processo Penal e Justiça: A necessidade de respeitar os procedimentos legais para garantir a justiça, evitando o "fruto da árvore envenenada" na investigação criminal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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