Artigos Conjur – É tão conveniente (e antidemocrático) decidir e depois justificar

ARTIGO

É tão conveniente (e antidemocrático) decidir e depois justificar

O artigo aborda a crítica ao modelo de decisão judicial que separa a decisão da fundamentação, enfatizando que tal prática é antidemocrática. O autor, Alexandre Morais da Rosa, destaca a complexidade das decisões jurídicas e a dificuldade em aplicar normas de maneira perfeita à realidade, argumentando que a racionalidade das decisões deve incluir emoções e contextos variados. A necessidade de uma fundamentação adequada e transparente é central para garantir a legitimidade democrática das deci...

27 jan. 2017
É tão conveniente (e antidemocrático) decidir e depois justificar
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crítica ao modelo que separa a decisão da fundamentação nas práticas jurídicas, explicitando como isso pode levar a decisões fundamentadas em interesses pessoais, de acordo com o conceito de “Gambito de Franklin”.

Discute a tendência de alguns juristas em priorizar teorias sobre a realidade fática, resultando em uma desconexão entre conceitos legais e a complexidade do mundo real. A obra ressalta a limitação de previsões deontológicas, que, apesar de servirem como diretrizes, não conseguem antever a imprevisibilidade das ações humanas. Além disso, menciona a resistência dos juristas em questionar seus métodos de raciocínio, refletindo sobre a influência do pensamento panprincipialista que pode perturbar a expectativa de comportamento interpretativo.

O autor sugere a adoção de uma abordagem que considere a irracionalidade e as emoções na tomada de decisão, defendendo a importância da motivação adequada nas decisões judiciais, pois decidir antes de fundamentar representa uma inversão da lógica democrática. Ao final, enfatiza que, enquanto tal prática pode ser aceitável na vida pessoal, é inaceitável no espaço público, onde a legitimidade da conclusão deve estar ligada a um encadeamento de premissas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "É tão conveniente (e antidemocrático) decidir e depois justificar a decisão" de Alexandre Morais da Rosa.

  • Decisão e Fundamentação: A crítica à prática de tomar decisões antes de justificar, que pode levar a uma distorção da lógica democrática.
  • Teoria versus Realidade: A ilusão de que conceitos teóricos podem abarcar toda a complexidade do mundo real e a desconsideração de fatos tangíveis.
  • Complexidade do Mundo: A impossibilidade de prever resultados futuros unicamente com base em normas jurídicas; a realidade é mais intrincada que as previsões legais.
  • Impacto da Formação Jurídica: O moldar de juristas que frequentemente buscam justificativas racionais para decisões, contribuindo para uma interpretação distorcida das normas.
  • Teoria da Tomada de Decisão Comportamental: A necessidade de entender as emoções e fatores irracionais que influenciam decisões, que são muitas vezes ignorados na prática jurídica.
  • Importância do Procedimento em Contraditório: A defesa da motivação adequada nas decisões como essencial para a legitimidade democrática dos processos judiciais.
  • Crítica ao Panprincipialismo: A análise de como princípios mal interpretados podem minar as expectativas de comportamento do intérprete na prática do Direito.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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