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Artigos Conjur – DNA em leilão: caso 23andMe e a mercantilização da privacidade

ARTIGO

DNA em leilão: caso 23andMe e a mercantilização da privacidade

O artigo aborda o recente caso da 23andMe, que, ao declarar falência, teve seus dados genéticos tratados como ativos negociáveis, evidenciando a fragilidade dos modelos de proteção de dados nos EUA. Os autores analisam a insuficiência das regulamentações atuais diante da mercantilização da privacidade genética e a necessidade de princípios transnacionais que garantam a dignidade humana e a proteção de informações sensíveis em um contexto globalizado. A discussão se concentra na urgência de um...

Alexandre Morais da Rosa
05 set. 2025
DNA em leilão: caso 23andMe e a mercantilização da privacidade

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a grave problemática da mercantilização da privacidade através da análise do caso da empresa 23andMe, destacando várias questões cruciais na interseção entre direito, genética e privacidade.

Inicialmente, questiona-se a viabilidade de tratar dados genéticos como ativos comerciais em um contexto de falência, evidenciando as fragilidades dos modelos de proteção de dados, especialmente no cenário regulatório norte-americano comparado ao robusto GDPR europeu e à LGPD brasileira. Em seguida, discute-se o papel da Federal Trade Commission em tentar conservar políticas de privacidade enquanto se elucidam os limites desse modelo protetivo. O artigo também faz uma conexão histórica ao citar o caso Toysmart.com, mostrando que a venda de dados de consumidores, mesmo em diferentes escalas, não é um fenômeno novo. Além disso, traz à tona a disputa entre empresas pela aquisição de bancos de dados genéticos, ressaltando os interesses económicos envolvidos.

A análise se aprofunda nos princípios transnacionais de proteção de dados, que se opõem à mercantilização da privacidade, propondo que esses princípios devem assumir um papel central na governança de informações pessoais sensíveis. Por fim, defende-se a necessidade urgente de um arcabouço regulatório global que priorize a dignidade humana, a autodeterminação informacional, a transparência e a não discriminação, visando impedir que dados genéticos sejam tratados meramente como produtos financeiros.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "DNA em leilão: caso 23andMe e a mercantilização da privacidade" por Ana Luiza Colzani e Alexandre Morais da Rosa.

  • Cenário do caso 23andMe: Análise da falência da empresa de testes genéticos e a autorização judicial para venda de dados genéticos como ativos da massa falida.
  • Fragilidade da proteção de dados: Reflexão sobre os modelos de proteção de dados que não acompanham a complexidade das informações genéticas e a urgência de novos princípios transnacionais.
  • Atuação da Federal Trade Commission (FTC): Discussão sobre as limitações da FTC em garantir a proteção dos dados genéticos durante a venda em processo de falência.
  • Comparação com o caso Toysmart.com: Histórico sobre a venda de dados de consumidores em falência, ressaltando a gravidade do caso 23andMe.
  • Apropriação do conhecimento existencial: Exploração do valor dos dados genéticos e a disputa entre empresas pela aquisição desses dados.
  • Limitantes do modelo regulatório norte-americano: Análise da fragmentação da legislação dos EUA na proteção de dados, em comparação com modelos como o GDPR da Europa e a LGPD do Brasil.
  • Lacunas jurídicas no tratamento de dados genéticos: Discussão sobre a classificação dos dados genéticos como ativos patrimoniais comuns e a inadequação das normas existentes.
  • Princípios transnacionais de proteção de dados: Proposta de aplicação de princípios como a dignidade humana, autodeterminação informacional e não discriminação para proteger dados em transações globais.
  • Implicações para a dignidade humana: Importância de reverter a mercantilização dos dados genéticos e priorizar a centralidade da pessoa humana no debate jurídico.
  • Urgência de uma arquitetura transnacional: Necessidade de estabelecer salvaguardas legais universais para a proteção dos dados em uma economia globalizada.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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