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Artigos Conjur – Georges Abboud: a vitória da Constituição sobre o eficientismo

ARTIGO

Georges Abboud: a vitória da Constituição sobre o eficientismo

O artigo aborda a decisão do STF no HC 166.373, que garantiu ao réu-delatado o direito de ser ouvido após o delator, destacando a importância da ampla defesa e a interpretação constitucional sobre o devido processo penal. O texto discute a relação entre constitucionalidade e eficiência, ressaltando que a Corte não deve ser guiada pela pressão popular, mas sim pela garantia dos direitos fundamentais. Além disso, reflete sobre as implicações dessa decisão na luta contra a corrupção e a necessid...

Georges Abboud
03 out. 2019 19 acessos
Georges Abboud: a vitória da Constituição sobre o eficientismo
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a decisão do STF no HC 166373, ressaltando a importância da ampla defesa no processo penal, estabelecendo que o réu-delatado deve ser ouvido após o réu-delator.

Discute a interpretação da Lei n° 12.850/2013, a necessidade de proteger o direito à defesa em face da sobrecarga acusatória e a crítica ao enfoque eficienticista que a mídia atribuiu ao julgamento. Apresenta a função contramajoritária do STF na defesa da Constituição, contrária ao ativismo judicial que prioriza a eficiência em detrimento da legalidade. Destaca a falácia do argumento da "opção legislativa", enfatizando que o STF agiu como um "legislador positivo" ao integrar a ampla defesa no contexto processual.

Debate a questão da modulação dos efeitos da decisão, defendendo que a proteção de direitos fundamentais deve ser retroativa. Finalmente, reflete sobre a legitimidade das instituições na investigação e combate à corrupção, enfatizando que isso deve ocorrer dentro dos limites constitucionais, longe de interpretações que somente visam a eficiência.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos abordados no artigo "Constituição Federal vs Eficiência: a importância da decisão do STF no HC 166373", de Georges Abboud.

  • Contexto do HC 166.373: Decisão do STF que garante o direito do réu-delatado de ser ouvido após o réu-delator, reforçando a ampla defesa no processo penal.
  • Leitura Constitucional: Análise da omissão da Lei n° 12.850/2013 e da insuficiência do CPP 403 para regular a nova realidade dos réus qualificados.
  • Implications da Decisão: Repercussões da decisão do STF na mídia e debates sobre a eficiência e seu impacto no combate à corrupção.
  • Função do STF: Reflexão sobre o papel da Corte como guardiã da Constituição, evitando decisões pautadas unicamente pela eficiência.
  • Ativismo Judicial: Critica à ideia de que o STF "legislou" ao especificar o direito do réu-delatado durante o processo, reafirmando a necessidade da proteção dos direitos fundamentais.
  • Modulação dos Efeitos: Discussão sobre a necessidade ou não de modular os efeitos da decisão do STF e a importância da tutela dos direitos fundamentais.
  • Controle de Omissões Legislativas: Reflexão sobre a possibilidade de tratar a omissão da Lei n° 12.850/2013 quanto à oitiva do réu delatado como questão de controle constitucional.
  • Interpretação da Constituição: Ênfase na necessidade de uma interpretação que proteja o devido processo legal, mesmo diante de pressões por eficiência.
  • Crítica ao "Bem Comum": Debate sobre a utilização do conceito de "interesse coletivo" como forma de justificar flexibilizações das garantias constitucionais.
  • Reflexão Final: Chamado à reflexão sobre as discordâncias em relação à decisão do STF, questionando se essas são teóricas ou baseadas em uma insatisfação com o devido processo legal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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