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Artigos Conjur – Adoção do plea bargaining no projeto “anticrime”: remédio ou veneno?

ARTIGO

Adoção do plea bargaining no projeto “anticrime”: remédio ou veneno?

O artigo aborda a adoção do plebiscito de barganha no processo penal brasileiro e suas implicações, como a violação da jurisdição, a discricionariedade excessiva do Ministério Público e a pressão sobre os acusados, resultando em injustiças. O autor, Aury Lopes Jr., critica a falta de limites e a potencial mercantilização do sistema judiciário, alertando sobre o risco de um modelo que beneficia culpados e prejudica inocentes. Ao comparar diferentes sistemas de negociação, propõe uma abordagem ...

Aury Lopes Jr
22 fev. 2019 10 acessos
Adoção do plea bargaining no projeto “anticrime”: remédio ou veneno?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a implementação do plea bargaining no contexto do projeto "anticrime", discutindo seus impactos e riscos. Primeiramente, é destacado que o plea bargaining poderia comprometer o controle jurisdicional, transferindo a responsabilidade da negociação penal para o Ministério Público, tornando o processo desigual.

O texto critica a ideia de que existe um verdadeiro consenso nas negociações, alegando que os acusados, frequentemente em situação de vulnerabilidade, se sentem pressionados a aceitar acordos desfavoráveis. A comparação com práticas de outros países, como a Itália e a Espanha, é utilizada para ilustrar como o modelo brasileiro poderia falhar ao não estabelecer limites claros para as penas negociáveis. Outras preocupações incluem a legitimidade da confissão como prova principal, a falta de produção probatória antes da negociação, e os riscos de um sistema penal que agrava a situação dos inocentes e beneficia os culpados.

Além disso, são abordados aspectos financeiros e prisionais, alertando para a possibilidade de um aumento exacerbado da população carcerária como consequência da adoção do modelo, e finaliza sugerindo uma revisão da proposta em favor de um código de processo penal mais adequado e criteriosamente discutido. Por fim, o artigo conclui que, sem um controle apropriado, a adoção do plea bargaining pode se transformar em um veneno para a justiça penal, em vez de um remédio.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Adoção do plea bargaining no projeto 'anticrime': remédio ou veneno?" de Aury Lopes Jr.

  • Violação do Controle Jurisdicional: O plea bargaining transfere o controle das penas do Judiciário para o Ministério Público, ferindo a imparcialidade do processo.
  • Pressões sobre o Acusado: A negociação pode não ser livre, resultando em autoacusações e pressões coercitivas que prejudicam a defesa.
  • Limites da Negociação: Necessidade de estabelecer limites rigorosos na prática do plea bargaining para evitar injustiças e abusos.
  • Modelos Comparativos: Análise de como os sistemas de outros países (Itália, Espanha, Portugal) regulam a negociação penal com limites claros de pena.
  • Impacto do Inquérito Policial: A supervalorização das provas obtidas no inquérito policial reduz a eficácia da defesa e o contraditório.
  • Confissão como Prova Central: O foco na confissão como a principal evidência no modelo de negociação inverte os princípios do devido processo.
  • Consequências do Plea Bargaining: O potencial de aumentar a desigualdade no tratamento penal entre culpados e inocentes e seus impactos sociais e financeiros.
  • Críticas ao Modelo Proposto: O projeto do CPP é questionado por sua adesão ao plea bargaining sem considerar as especificidades do sistema penal brasileiro.
  • Economia Ilusória: A alegação de eficiência e redução de custos com o plea bargaining é considerada enganosa diante do elevado custo do sistema prisional.
  • Proposta Substitutiva: Sugestões para um modelo de negociação que respeite limites e realidades do sistema jurídico brasileiro, preservando direitos e garantias dos acusados.
  • Riscos da "Justiça Negocial": A utilização imprudente do plea bargaining pode levar à deterioração do processo penal e ao aumento do encarceramento em massa.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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