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Artigos Conjur – A imprescritibilidade do crime de estupro e o Direito Penal simbólico

ARTIGO

A imprescritibilidade do crime de estupro e o Direito Penal simbólico

O artigo aborda a proposta da PEC 64/2016, que visa tornar o crime de estupro imprescritível, analisando suas implicações no sistema penal brasileiro. Os autores discutem como essa medida pode infringir direitos fundamentais, especialmente o da prescrição penal, e enfatizam que, apesar da ampliação do poder punitivo do Estado, a eficácia da norma pode ser contestada se a ação penal permanecer condicionada à representação da vítima. Além disso, a proposta é vista como uma manifestação do Direi...

Alexandre Morais da Rosa
21 set. 2018 15 acessos
A imprescritibilidade do crime de estupro e o Direito Penal simbólico

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda temas como a relação entre o poder punitivo do Estado e os princípios do Estado Democrático de Direito, destacando a importância da prescrição penal como uma limitação a esse poder, que garante direitos fundamentais dos indivíduos; a análise da Constituição de 1988, que estabelece a prescrição penal como regra geral e menciona apenas dois crimes imprescritíveis; a proposta da PEC 64/2016, que busca tornar o crime de estupro imprescritível, gerando um debate sobre a extensão do poder punitivo e a possível violação do direito à prescrição penal; a diferenciação entre as ações públicas condicionadas à representação e as incondicionadas, e como essa condição pode impactar a eficácia da punição em casos de estupro; e, por fim, a crítica ao Direito Penal simbólico, que, de acordo com os autores, se apresenta como uma solução superficial a uma questão complexa, em vez de promover avanços significativos no enfrentamento da violência contra as mulheres.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A imprescritibilidade do crime de estupro e o Direito Penal simbólico" de Alexandre Morais da Rosa e Carolina Fava Pohlod.

  • Limitação ao Poder Punitivo do Estado: A relação entre o jus puniendi e os direitos fundamentais, conforme a Constituição de 1988, incluindo a importância da prescrição penal como garantidora de direitos.
  • Imprescritibilidade dos Crimes: Análise dos crimes imprescritíveis segundo o artigo 5º da Constituição, destacando o crime de racismo e ações contra a ordem constitucional.
  • Proposta da PEC 64/2016: Discussão sobre a proposta que visa tornar o estupro um crime imprescritível e suas implicações legais e sociais.
  • Direito à Representação: Explanação das condições da ação penal relacionada ao crime de estupro e a necessidade de representação da vítima sob pena de decadência do direito de agir.
  • Consequências da Imprescritibilidade: Considerações sobre a prática e efetividade da imprescritibilidade, se a representação não for exercida pela vítima.
  • Crítica ao Direito Penal Simbólico: Reflexão sobre a natureza simbólica da imprescritibilidade e sua ineficácia em enfrentar a violência contra a mulher, proposta da criminologia feminista como alternativa.
  • Dados Estatísticos: Aumento significativo de casos de estupro no Brasil, com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e a necessidade de abordar a questão de maneira séria.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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