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Artigos Conjur – 188 anos da Revolta dos Malês: 70 escravizados foram mortos pelo governo

ARTIGO

188 anos da Revolta dos Malês: 70 escravizados foram mortos pelo governo

O artigo aborda a Revolta dos Malês, ocorrida em 1835 em Salvador, considerada a maior insurreição de escravizados negros no Brasil. O levante, que envolveu cerca de 600 africanos, resultou em 70 mortes e uma repressão violenta por parte do governo. O texto discute também a origem dos africanos malês, suas motivações religiosas, as consequências da revolta e a importância de movimentos culturais afro-brasileiros que surgiram a partir desse contexto histórico.

Rômulo Moreira
25 jan. 2023 20 acessos
188 anos da Revolta dos Malês: 70 escravizados foram mortos pelo governo

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a Revolta dos Malês, um evento histórico relevante ocorrido há 188 anos em Salvador, destacando questões relacionadas à escravidão, movimentos de resistência e a situação dos negros no Brasil.

Discutem-se a representação da democracia racial no país e a persistente pobreza entre os negros, ilustradas pela criação de grupos como o Ilê Aiyê e o Olodum. A revolta, considerada a maior insurreição de escravizados negros no Brasil, envolveu cerca de 600 participantes, resultando na morte de 70 rebeldes e repressões violentas posteriores, com medidas drásticas contra os capturados. O texto detalha os três ciclos de tráfico de africanos para o Brasil - os ciclos da Guiné, Angola e Benin - e a composição étnica dos africanos trazidos, como os nagôs, que trouxeram sua cultura, religião e conhecimentos.

A preparação cuidadosa da Revolta dos Malês, que coincidiu com celebrações religiões e festividades, e seu fracasso devido à delação são abordados, juntamente com o contexto social e econômico da Bahia no século 19. A resistência dos malês, sob a liderança de figuras como Pacífico Licutan, é narrada nas batalhas urbanas travadas até sua derrota, resultando em perseguições e punições severas. Por último, menciona-se a Irmandade da Boa Morte, símbolo de resistência e apoio às comunidades negras, evidenciando a luta contínua pela dignidade dos negros no Brasil.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo sobre os 188 anos da Revolta dos Malês, escrito por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Contexto Histórico: Exploração do ambiente social, econômico e político da Bahia em 1835, incluindo a presença de várias revoltas de escravizados.
  • Revolta dos Malês: Descrição da Revolta dos Malês como a maior insurreição urbana de escravos no Brasil, enfocando o número de rebeldes, mortes e a repressão das forças do governo.
  • Ciclos do Tráfico de Escravizados: Análise dos três ciclos principais do tráfico de africanos para o Brasil, destacando os ciclos da Guiné, Angola e Benin e suas respectivas implicações sociais.
  • Organização e Planejamento da Revolta: Detalhamento da programação da revolta, que coincidiu com datas significativas para a comunidade muçulmana e o impacto da delação na sua antecipação.
  • Batalhas e Repressão: Descrição das principais batalhas ocorridas durante a revolta, os locais de confrontos e as brutalidades que os rebeldes enfrentaram após a derrota.
  • Punições e Consequências: Informações sobre as punições impostas aos capturados, incluindo execuções, prisões e o banimento de africanos livres.
  • Legado da Revolta: O papel da Irmandade da Boa Morte como um símbolo de resistência e apoio à comunidade negra na Bahia, além do impacto cultural e social duradouro da revolta.
  • Identidade Cultural: Reflexões sobre a identidade negra, expressões culturais e a relação com as raízes africanas, incluindo festividades e tradições mantidas até hoje.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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