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Artigos Conjur – STF vs TST: a constitucionalidade do artigo 840, §1º, da CLT

ARTIGO

STF vs TST: a constitucionalidade do artigo 840, §1º, da CLT

O artigo aborda a recente decisão do STF sobre a constitucionalidade do artigo 840, §1º, da CLT, destacando a controvérsia gerada pela interpretação do TST que afastou a aplicação do dispositivo legal, argumentando por princípios constitucionais, sem observar a cláusula de reserva de plenário. A análise ressalta a importância do papel do direito como garantidor da democracia, afirmando que a insubordinação à norma legal representa uma afronta ao Estado de Direito e debate a legitimidade de at...

Georges Abboud
09 set. 2025
STF vs TST: a constitucionalidade do artigo 840, §1º, da CLT

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a tensão entre insubordinação e obediência às leis em contextos democráticos, usando a metáfora do "papel pautado" para discutir a importância da interpretação judicial responsável.

Apresenta, inicialmente, a narrativa distópica de "Fahrenheit 451" como um reflexo da resistência a regimes autoritários, seguindo para a análise de uma controvérsia jurídica envolvendo o artigo 840, §1º, da CLT, que exige que as reclamações trabalhistas contenham pedidos certos, determinados e com valor específico. O texto culmina com o julgamento do STF sobre a Reclamação Constitucional 79.034, onde o TST teria agido de maneira inadequada ao afastar a aplicação do referido dispositivo legal, sem declarar sua inconstitucionalidade, violando a cláusula de reserva de plenário da Constituição.

A discussão envolve a importância da normatividade das leis e os limites da interpretação legal, desconstruindo argumentos que justificam a informalidade em prol do acesso à justiça e questionando a legitimidade de princípios não constitucionais que podem enfraquecer a aplicação do direito. Por fim, o autor reflete sobre a necessidade de manter a rigorosidade na aplicação do direito, defendendo que a clareza nos pedidos judicialmente exigidos não prejudica o acesso à justiça, mas fortalece o devido processo legal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "STF vs TST: a constitucionalidade do artigo 840, §1º, da CLT" por Georges Abboud.

  • Contexto da obra Fahrenheit 451: Reflexão sobre a insubordinação e críticas aos regimes autoritários através da narrativa de Ray Bradbury, onde o papel dos bombeiros é inverter seu papel de proteção do conhecimento.
  • Democracia constitucional: Discussão sobre a importância da obediência às leis dentro de um Estado democrático, onde juízes devem respeitar a normatividade estabelecida pela Constituição.
  • Julgamento do Supremo Tribunal Federal: Análise da Reclamação Constitucional 79.034, onde o STF decidiu sobre a aplicação do artigo 840, §1º, da CLT, destacando a violação da cláusula de reserva de plenário.
  • Críticas à 5ª Turma do TST: Debate sobre a decisão que afastou a aplicação do artigo 840, §1º, da CLT baseado em princípios constitucionais, sem declarar a inconstitucionalidade do dispositivo.
  • Interpretação da lei: Reflexão sobre o papel da interpretação das normas, enfatizando que a aplicação da lei deve respeitar seu texto e os limites impostos pela Constituição.
  • Princípios de simplicidade e informalidade: Questionamento sobre a validade de afastar a aplicação da lei utilizando conceitos vagos e não constitucionais, e sua relação com a cláusula de reserva de plenário.
  • Direitos dos reclamantes: Análise da afirmação de que a exigência de indicação de valor inviabiliza o acesso à justiça, destacando que o direito já contempla soluções para situações específicas.
  • Importância da indicação de valor: Justificativa da necessidade de indicação de valores líquidos nas ações trabalhistas para garantir o contraditório e a defesa efetiva dos réus.
  • Problemas de informalidade: Crítica à noção de que a assimetria entre trabalhadores e empregadores justifica a aceitação de pedidos vagos, contrapondo com outras áreas do direito civil.
  • Conclusão: Defesa da visão de que o direito deve ser visto como um papel pautado que limita e orienta a jurisdição, garantindo a proteção dos direitos individuais contra abusos do Estado.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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