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Artigos Conjur – Lei 15.272: gravidade em abstrato, coleta genética e atuação defensiva

ARTIGO

Lei 15.272: gravidade em abstrato, coleta genética e atuação defensiva

O artigo aborda os impactos da Lei 15.272/2025 nas prisões cautelares, destacando a vedação da decretação de prisão preventiva pela gravidade em abstrato, a introdução da coleta de material genético nas audiências de custódia e a necessidade de uma atuação defensiva robusta. Os autores, Jorge Bheron Rocha e Denis Sampaio, enfatizam a importância de fundamentações qualificadas nas decisões judiciais e a necessidade de provas concretas do risco que justificam tais medidas, além de garantir a pr...

Denis Sampaio
06 dez. 2025
Lei 15.272: gravidade em abstrato, coleta genética e atuação defensiva

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a Lei 15.272/2025 e suas implicações em três pontos principais: (i) a vedação da decretação da prisão preventiva com base na gravidade em abstrato, enfatizando que tal medida deve ser justificada com provas concretas de risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, afastando assim o uso de critérios meramente retóricos; (ii) a introdução da coleta de material genético durante a audiência de custódia, apresentando um dilema sobre a presunção de inocência e a necessidade de garantias rigorosas quanto ao uso e armazenamento desses dados, além de abordar o potencial risco de um sistema de vigilância genética abusivo; e (iii) a atuação defensiva em um contexto de defesa proativa, que inclui estratégias antes, durante e após a audiência de custódia, ressaltando a importância de uma fundamentação qualificada e a apresentação de alternativas à prisão preventiva, com o objetivo de minimizar a excepcionalidade dessa medida cautelar.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Lei 15.272: gravidade em abstrato, coleta genética e atuação defensiva" por Jorge Bheron Rocha e Denis Sampaio.

  • Vedação da decretação da preventiva pela gravidade em abstrato: Análise do artigo 312, § 4º do CPP e a necessidade de evidência concreta de perigo à ordem pública ou à aplicação da lei penal, em vez da mera gravidade do crime.
  • Coleta genética na audiência de custódia: Discussão sobre o artigo 310-A e as implicações da coleta de material biológico, destacando a necessidade de presunção de inocência e os riscos associados à sua implementação.
  • Atuação defensiva em três fases: Estruturação da defesa em três momentos: preparação antes da audiência de custódia, atuação no ato e acompanhamento posterior, enfatizando a necessidade de fundamentação qualificada e proposta de alternativas à prisão.
  • Exigência de fundamentação qualificada: Avaliação do impacto da nova norma que institui a necessidade de razões verificáveis para a decisão judicial, em contraste com a retórica do passado.
  • Riscos e desafios da nova lei: Reflexão sobre as zonas de risco que a Lei 15.272/2025 ainda apresenta, incluindo a interpretação automática de normas e possíveis abusos na coleta genética.
  • Importância da defesa propositiva: Ênfase na necessidade de uma defesa ativa e documentada que questione a legalidade e a adequação das medidas cautelares propostas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.

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