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Artigos Conjur – Vigilância doméstica em massa e direito penal da seleção preditiva

ARTIGO

Vigilância doméstica em massa e direito penal da seleção preditiva

O artigo aborda a crescente preocupação com o uso de inteligência artificial na vigilância em massa e suas implicações no direito penal, questionando a legalidade e a ética da seleção preditiva de alvos. Os autores analisam como a tecnologia pode desvirtuar o princípio da justa causa nas investigações e o risco de tratar dados como justificativa para perseguições sem fundamento. Com ênfase em normas recentes, o texto destaca a necessidade de equilibrar inovação tecnológica e proteção de direi...

Alexandre Morais da Rosa
10 abr. 2026
Vigilância doméstica em massa e direito penal da seleção preditiva

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexa relação entre a vigilância doméstica em massa e o direito penal, focando na crescente utilização de tecnologias de inteligência artificial em investigações criminais, que levanta questões sobre a privacidade e os direitos fundamentais.

Discute a distinção entre atividade de inteligência, voltada à segurança pública, e investigação criminal, que exige justa causa e controle legal, alertando para o uso de ferramentas de inteligência como atalhos para a seleção de alvos penais. Apresenta as Portarias MJSP nº 961/2025 e nº 1122/2026, que estabelecem diretrizes para o uso de tecnologias em investigações, reforçando a necessidade de fundamentos jurídicos para a coleta de dados. O autor analisa ainda a vigilância em massa, argumentando que a automação da seleção preditiva pode criar um direito penal que transforma a metodologia investigativa, baseada em fatos, em um sistema que gera suspeitas a partir de dados coletados massivamente, o que pode desvirtuar a presunção de inocência.

Em última análise, o texto critica a substituição da necessidade de causa provável pela lógica da coleta de dados, reafirmando a necessidade de paradas constitucionais rigorosas antes da implementação de tecnologias invasivas e a convivência de riscos inerentes ao reconhecimento facial e aos relatórios de inteligência financeira.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Vigilância doméstica em massa e direito penal da seleção preditiva" por Philipe Benoni Melo e Silva e Alexandre Morais da Rosa.

  • Controvérsias sobre Vigilância em Massa: Discussão sobre a resistência da empresa Anthropic ao uso de suas ferramentas de IA pelo Estado e a implicação da vigilância doméstica em massa no direito penal moderno.
  • Diferença entre Inteligência e Investigação Criminal: Delimitação das finalidades da atividade de inteligência e da investigação criminal, ressaltando a necessidade de controle legal na persecução penal.
  • Normas Brasileiras em Segurança Pública: Análise das Portarias MJSP nº 961/2025 e nº 1122/2026, que estabelecem diretrizes rigorosas para o uso de tecnologia na investigação criminal.
  • Decisões do Supremo Tribunal Federal: A decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o uso de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e suas implicações para a investigação penal.
  • Fishing Expedition e Processo Penal: A incompatibilidade da prática de busca indiscriminada com a Constituição e a evolução para a "vigilância doméstica em massa".
  • Direito Penal da Seleção Preditiva: Definição de um novo modelo de persecução penal que se baseia na seleção antecipada de alvos, trocando fatos concretos por previsões algorítmicas.
  • Reconhecimento Facial e Rigor Probatório: A fragilidade do reconhecimento facial como meio de prova e a necessidade de procedimentos rigorosos para sua validação.
  • Impacto da Automação no Processo Penal: Discussão sobre como a automatização de tecnologias de vigilância pode levar a erros sistêmicos na persecução penal.
  • Inteligência Financeira como Mecanismo de Seleção: A transformação da inteligência financeira em plataforma de seleção preditiva e seus riscos para o respeito à individualização da suspeita.
  • Constituição e Vigilância: A necessidade de garantir que a vigilância em massa e as novas tecnologias permaneçam dentro dos limites constitucionais e éticos do processo penal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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