Visual Law no júri (parte 2): aplicabilidade dos trial graphics na prática
O artigo aborda a aplicação prática dos recursos visuais, conhecidos como trial graphics, no julgamento de um caso de homicídio decorrente de um acidente de trânsito. Os autores destacam como a comunicação visual contribuiu para a compreensão dos jurados, traduzindo conceitos jurídicos complexos e esclarecendo a dinâmica do acidente por meio de animações 3D, vídeos aprimorados e um gêmeo digital do local. A utilização desses recursos permitiu a construção de uma narrativa clara e acessível, f...

O artigo aborda a aplicação de recursos visuais conhecidos como trial graphics no contexto do Tribunal do Júri, enfatizando sua importância na clarificação e persuasão durante o julgamento.
Inicia discutindo a natureza do júri e como elementos visuais podem democratizar a informação jurídica, permitindo que jurados leigos entendam melhor as provas apresentadas. Segue com um estudo de caso concreto de homicídio na direção de veículo, onde foram apresentadas as argumentações da acusação e defesa, destacando a complexidade entre dolo eventual e culpa. O artigo detalha as limitações das provas visuais originais do caso, como imagens de câmeras de segurança de baixa qualidade, e como a defesa utilizou técnicas de edição e reconstrução para melhorar a compreensão dos eventos.
Apresenta a utilização de tecnologias como escaneamento 3D e animação para ilustrar a dinâmica do acidente de maneira clara. O resultado foi uma narrativa visual coerente que facilitou a compreensão dos jurados, possibilitando uma decisão alinhada à tese defensiva. O artigo conclui ressaltando a importância de recursos visuais eficazes na transmissão de conceitos complexos dentro do processo penal.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Visual Law no júri (parte 2): aplicabilidade dos trial graphics na prática" por Andrews Bianchi, Paloma Copetti e Rodrigo Faucz.
- Dimensão democratizadora da comunicação visual: Discussão sobre como infográficos, vídeos e simulações podem democratizar o acesso à informação jurídica, permitindo que jurados leigos compreendam conceitos complexos.
- Análise de caso concreto: Estudo da aplicabilidade prática de trial graphics em um caso de homicídio, destacando a responsabilidade do acusado e as divergentes interpretações sobre o elemento subjetivo.
- Evidências e limitações técnicas: Exame das provas produzidas, incluindo a baixa qualidade das imagens de câmeras de segurança, que dificultaram a compreensão da dinâmica do acidente.
- Uso de trial graphics: Importância do uso de recursos visuais na sustentação da defesa, com foco na reconstrução técnica do acidente e na distinção entre dolo eventual e culpa.
- Produções complementares: Descrição dos vídeos, escaneamento digital e animação tridimensional usados para esclarecer a dinâmica do acidente e as posições dos veículos.
- Gêmeo digital: Uso de tecnologia avançada para criar um modelo 3D do local do acidente, permitindo análises detalhadas e apresentando evidências de maneira visual e acessível para os jurados.
- Tecnologia e sua aplicabilidade: Referência a casos emblemáticos em que escaneamento a laser foi utilizado para reconstruções, demonstrando a relevância da tecnologia em processos judiciais.
- Narrativa da defesa: Como os gráficos visuais ajudaram a construir uma narrativa coerente e acessível que facilitou a compreensão da tese defensiva pelos jurados.
- Conclusão sobre a importância dos trial graphics: Reflexão sobre como o uso de ferramentas visuais pode garantir que jurados compreendam os fatos e provas, promovendo decisões justas.
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