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Artigos Empório do Direito – Você tem nome de quê?: considerações a propósito do diagnóstico psi no direito

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ARTIGO

Você tem nome de quê?: considerações a propósito do diagnóstico psi no direito

O artigo aborda as complexidades do diagnóstico psicológico e psiquiátrico dentro do contexto jurídico, destacando a relação entre operantes do Direito e psicólogos. A autora, Maíra Marchi Gomes, critica a tendência do Direito em buscar classificações simplistas de transtornos e enfatiza a importância da entender o sofrimento humano além das etiquetas diagnósticas. A análise convida a refletir sobre a subjetividade e a responsabilidade no contexto jurídico, propondo uma abordagem ética e clín...

Maíra Marchi Gomes
28 set. 2015 11 acessos
Você tem nome de quê?: considerações a propósito do diagnóstico psi no direito

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas relevantes em relação ao diagnóstico psiquiátrico e psicológico dentro do contexto jurídico. Primeiramente, discute a atuação do psicólogo em diálogo com o Direito, enfatizando a importância da distinção entre diagnóstico psicológico e psiquiátrico, destacando abordagens como a psicanálise.

A crítica à psiquiatria biológica é central, apontando seu foco excessivo na descrição de sintomas, em detrimento da compreensão da lógica das doenças. O texto argumenta que essa abordagem pode resultar em erros diagnósticos e em uma medicalização excessiva, ignorando a subjetividade do paciente. Outra questão levantada é a relação entre o diagnóstico e seu uso por operadores do Direito, que muitas vezes buscam rótulos que possam justificar ações punitivas ou a desresponsabilização de indivíduos.

Além disso, o artigo advoga que a psicanálise deve ser considerada na prática clínica para permitir um tratamento mais humanizado e eficaz do sofrimento psíquico. Por fim, a discussão abrange o papel do psicólogo na construção de diagnósticos que respeitem a complexidade do sujeito, destacando que o sofrimento deve ser compreendido em sua singularidade e não reduzido a meros termos diagnósticos.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Você tem nome de quê?: considerações a propósito do diagnóstico psi no direito" por Maíra Marchi Gomes.

  • Relação entre psicologia e Direito: Discussão sobre como o psicólogo lida com diagnósticos e questionamentos legais, esclarecendo dados essenciais para o operamento jurídico.
  • Diferenciação entre diagnóstico psicológico e psiquiátrico: Análise da distinção entre as abordagens de diagnóstico, bem como a influência da Psiquiatria biológica e da psicanálise.
  • Crítica ao diagnóstico psiquiátrico: Reflexão sobre a superficialidade do diagnóstico psiquiátrico que se concentra em sintomas em vez de causas subjacentes e a consequente redução da subjetividade do paciente.
  • Função do diagnóstico no Direito: Exploração do modo como o diagnóstico psi é utilizado no contexto jurídico, muitas vezes como uma ferramenta de categorização simplista de comportamento humano.
  • Conseqüências da medicalização: Discussão sobre os riscos da medicalização exacerbada e a perda da individualidade do paciente e a falta de considerações sobre suas experiências subjetivas.
  • Ética na profissão psicológica: Questões éticas em relação à prática dos psicólogos e psiquiatras que se baseiam em diagnósticos sem considerar a complexidade do sofrimento humano.
  • Impacto da psicanálise: A importância da abordagem psicanalítica e como ela oferece um entendimento mais profundo do sofrimento e da subjetividade em comparação com a Psiquiatria tradicional.
  • A construção do sujeito no discurso jurídico: Crítica sobre como a expectativa jurídica pode desumanizar o indivíduo, focando apenas em aspectos normativos e estatísticos.
  • Relação entre sujeito e sofrimento: Considerações sobre a complexidade do sofrimento e seus significados na vida do indivíduo, defendendo a necessidade de um olhar mais atento e humano por parte dos operadores jurídicos.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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