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Cunhando o processo penal – quem mexeu na minha constituição? (parte i) – por fernanda mambrini rudolfo e lucas nicholas santos de souza

O artigo aborda a crítica ao fenômeno da idolatria a juízes federais que criam suas próprias normas, refletindo sobre a instabilidade constitucional do Brasil e suas sete constituições. Através de uma narrativa irônica, os autores, Lucas Nicholas Santos de Souza e Fernanda Mambrini Rudolfo, exploram os impactos da falta de respeito à Constituição e suas consequências para a justiça criminal brasileira. A discussão é complementada por uma análise dos desafios enfrentados pela atual constituiçã...

Fernanda Mambrini Rudolfo
06 nov. 2016 6 acessos
Cunhando o processo penal – quem mexeu na minha constituição? (parte i) – por fernanda mambrini rudolfo e lucas nicholas santos de souza

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O artigo aborda a crítica ao fenômeno da idolatria a juízes federais que criam suas próprias normas, refletindo sobre a instabilidade constitucional do Brasil e suas sete constituições. Através de uma narrativa irônica, os autores, Lucas Nicholas Santos de Souza e Fernanda Mambrini Rudolfo, exploram os impactos da falta de respeito à Constituição e suas consequências para a justiça criminal brasileira. A discussão é complementada por uma análise dos desafios enfrentados pela atual constituição, considerada por muitos estranha e não desejada.

Publicado no Empório do Direito

Inauguramos na última coluna o primeiro seriado discursivo sobre as desventuras da justiça criminal brasileira com um breve trailer: 7 Ministros reformando a Constituição, um juiz federal ovacionado pela grande mídia, um membro do judiciário catarinense “mexendo pauzinhos” e um pingente de munição de arma de fogo virando crime. Apenas pequenos quadros de um longa-metragem dramático e pouco digno. Aqui, apresentamos o primeiro episódio da série: “Cunhando o Processo Penal - quem mexeu na minha Constituição?” - e o tema é polêmico: o fenômeno da idolatria a juízes federais que escrevem suas próprias leis.

Era uma vez uma Constituição Federal… Paremos, por favor! Uma, não; sete constituições, pois o Brasil não é dado ao constitucionalismo rígido. Enfim, continuemos… Era uma vez... sete constituições… Vá lá, não podemos parar por aqui? Cremos que o leitor já pode sentir a ironia: 127 anos de (in)dependência, um país que passou por sete constituições e seis golpes institucionais, sendo que o último durou longos e violentos 21 anos. É preciso continuar? Pelo que se vislumbra atualmente, acredita-se que sim. Então, vamos de novo.

Era uma vez... várias constituições. Mátria Amada Brasil deu à luz seis delas. Todas derrubadas por seus súditos. A sétima e última nasceu após longo período de infertilidade e truculência - afinal, os militares sabem como deixar suas marcas. Certamente, não era a cria perfeita, mas sua beleza e maturidade a distinguia de suas irmãs anteriores.

Dentre todas, era a mais bonita, muito diligente e zelosa com os seus súditos. No entanto, justamente por suas características, não foi uma filha desejada por todos os integrantes de sua Mátria. Tal qual o cisne da conhecida história infantil, era considerada estranha e malquista entre tantos patinhos.

Eis que a filha indesejada vingou. Após um difícil parto e sempre enfrentando os mais diversos males, que a enfraqueciam, continuou firme e chegou à idade adulta, quando deveria, mais do que nunca, ser respeitada e cumprida por todos, especialmente pelo próprio Estado. Como sói ocorrer em todo bom enredo, algumas reviravoltas impediram que a História transcorresse de forma tão pacífica.

Continua nos próximos capítulos...

Imagem Ilustrativa do Post: book // Foto de: Wrote // Sem alterações

Disponível em: https://www.flickr.com/photos/wrote/2246508571

Licença de uso: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/legalcode

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Fernanda Mambrini RudolfoDefensora Pública do Estado de Santa Catarina desde 2013, com atuação especialmente junto ao Tribunal do Júri. Bacharela, Mestra e Doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenadora Científica do Centro de Estudos, Capacitação e Aperfeiçoamento da Defensoria Pública.

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