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Artigos Conjur – Limite Penal: Duração razoável sem contrapartida é prometer amor

ARTIGO

Limite Penal: Duração razoável sem contrapartida é prometer amor

O artigo aborda a questão da duração razoável do processo penal, ressaltando como a percepção do tempo varia entre os envolvidos no sistema judiciário, especialmente acusados e vítimas. Discute a necessidade de medidas compensatórias para garantir que a lentidão processual não se torne uma forma de tortura psicológica, destacando a importância de um olhar mais humano e reflexivo sobre o tema. Os autores argumentam que promessas de duração razoável sem ações efetivas são vazias e requerem um e...

Alexandre Morais da Rosa
18 jul. 2014 25 acessos
Limite Penal: Duração razoável sem contrapartida é prometer amor

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da duração razoável do processo penal e suas implicações, comparando-a a promessas de amor não cumpridas. Inicia-se com a analogia da direção de um carro, explicando como a automatização do pensamento pode levar a vieses judiciais.

O texto destaca a construção do estereótipo do acusado e a realidade alarmante da superlotação carcerária, enfatizando a normalização das prisões cautelares. Além disso, discute a variação da percepção do tempo dependendo de características pessoais e sociais, revelando como essa experiência difere entre os acusados e os operadores do Direito. O artigo critica a promessa de duração razoável do processo sem medidas compensatórias adequadas, defendendo a necessidade de mecanismos que protejam os direitos dos indivíduos envolvidos.

Também se menciona a desumanização dos processos, como a criminalização do cotidiano e a sensação de impessoalidade que os envolvidos sofrem. Por fim, o texto conclui a necessidade urgente de uma reflexão crítica sobre a duração dos processos, a efetividade das garantias constitucionais, e a necessidade de mitigação dos efeitos prejudiciais da morosidade no sistema judicial.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Duração razoável do processo sem contrapartida é como promessa de amor", de Alexandre Morais da Rosa.

  • A natureza do processo penal e a condução automática: A comparação entre o ato de dirigir e o funcionamento dos sistemas de pensamento no processo penal, onde decisões são frequentemente tomadas sem reflexão crítica.
  • Estereótipos e prisões cautelares: A influente construção de estereótipos acerca dos acusados que justifica o uso excessivo de prisões cautelares, destacando a alta taxa de prisão preventiva no Brasil.
  • Impacto da duração do processo na subjetividade: A discussão sobre como a percepção do tempo varia conforme diferentes fatores pessoais, afetando o acusado de maneira distinta dos operadores do Direito.
  • Emenda Constitucional 45 e duração razoável do processo: A promessa de duração razoável do processo e sua inadequação sem medidas compensatórias, comparando-a a promessas de amor sem ações tangíveis.
  • Sofrimento do acusado e da vítima: O sofrimento experienciado por aqueles envolvidos no processo, que é tratado frequentemente como apenas mais um caso entre muitos pelos profissionais jurídicos.
  • Diretrizes constitucionais e dignidade humana: A necessidade de reavaliar os processos penais sob a ótica da dignidade da pessoa humana, enfatizando a importância de humanizar a justiça e as vidas por trás dos números.
  • Medidas de compensação e mitigação do sofrimento: A sugestão de mecanismos que atenuem os efeitos negativos do prolongamento da duração do processo, citando exemplos como a atenuante no Código Penal.
  • Dificuldades no Tribunal do Júri: O problema da morosidade no Tribunal do Júri, onde a duração excessiva pode levar a absolvições que não compensam o tempo perdido na vida do acusado.
  • Importância de discutir a duração do processo: A conclusão de que a longa duração do processo penal pode ser considerada uma forma de tortura psicológica, enfatizando a necessidade de ações práticas para melhorar a situação.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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