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Artigos Conjur – Se no jogo não há juiz, não há jogada fora da lei

ARTIGO

Se no jogo não há juiz, não há jogada fora da lei

O artigo aborda a complexidade da defesa no Brasil em meio ao julgamento midiático e a manipulação da opinião pública, destacando a relação promíscua entre acusadores e julgadores no processo penal. Os autores enfatizam a importância da imparcialidade e da "estética de imparcialidade" para garantir a confiança do jurisdicionado, além de criticar a estrutura inquisitória do sistema. A análise propõe uma reflexão sobre a necessidade de um sistema acusatório e a revisão dos processos que faltam ...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
05 jul. 2019 11 acessos
Se no jogo não há juiz, não há jogada fora da lei

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade da defesa no Brasil, enfatizando o impacto do julgamento midiático e a manipulação da opinião pública, que muitas vezes distorce a realidade probatória.

Destaca a relação inadequada entre acusadores e julgadores, características do sistema inquisitório brasileiro, mostrando como o foco na "verdade real" muitas vezes ignora o devido processo legal e a integridade das provas. O texto também critica a falta de imparcialidade, diferenciando entre imparcialidade objetiva e subjetiva, e defendendo que a estética de imparcialidade é essencial para manter a confiança do jurisdicionado. Exemplos de países da América Latina evidenciam como a desigualdade no tratamento das partes afeta o processo penal brasileiro.

Além disso, menciona a importância de analisar individualmente o impacto da ausência de imparcialidade em cada caso, evitando a anulação em bloco das decisões. O artigo conclui que a verdadeira imparcialidade no judiciário é um objetivo a ser alcançado e que o papel do juiz deve ser reavaliado dentro do sistema constitucional acusatório.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Afinal, se no jogo não há juiz, não há jogada fora da lei", de Alexandre Morais da Rosa e Aury Lopes Jr.

  • Papel da Defesa no Brasil: Discussão sobre a complexidade da atividade defensiva em um cenário de julgamento midiático e a manipulação da opinião pública.
  • Vinculação entre Acusador e Julgador: Análise dos vínculos promíscuos e as implicações para o devido processo legal em um sistema de tradição inquisitória.
  • Imparcialidade Judicial: A importância da imparcialidade objetiva e subjetiva, ressaltando a estética e a percepção do juiz como imparcial.
  • Processos Acusatórios na América Latina: Comparação com modelos de processos de países como Chile, Uruguai, Peru e Colômbia e suas implicações democráticas.
  • Relação entre Provas e Imparcialidade: Questão do uso de provas obtidas de maneira ilícita ou ilegítima e seus efeitos sobre as condenações.
  • Revisão de Processos: Proposta de análise individualizada da ausência de imparcialidade em cada caso, renovações processuais e a necessidade de um sistema acusatório.
  • Crítica ao Juiz Inquisidor: Discussão sobre como a figura do juiz que atua de ofício prejudica a imparcialidade no processo penal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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