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Artigos Conjur – Poder das armas matemáticas de investigação criminal em massa

ARTIGO

Poder das armas matemáticas de investigação criminal em massa

O artigo aborda a crescente utilização de tecnologias digitais nas investigações criminais, destacando a "sensação analógica de segurança" que muitas pessoas ainda possuem, mesmo quando suas informações estão vulneráveis. Os autores discutem como o Brasil está adotando ferramentas como Geo-fencing e software de recuperação de dados, que possibilitam um "vasculhamento digital" considerável, mas que também levantam questões sobre violações dos direitos fundamentais e a desregulamentação da priv...

Alexandre Morais da Rosa
05 nov. 2021 16 acessos
Poder das armas matemáticas de investigação criminal em massa

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crescente complexidade das investigações criminais digitais e suas implicações sobre a segurança, a privacidade e os direitos fundamentais.

Primeiramente, discute a "sensação analógica de segurança", contrastando a percepção de segurança física com as ameaças digitais invisíveis que muitas vezes passam despercebidas. Em seguida, analisa os protagonistas dessa nova "guerra digital", como hackers e especialistas em tecnologia, e enfatiza como o avanço da tecnologia 5G e da Internet das Coisas potencializa a coleta massiva de dados. O texto aborda métodos de investigação como "Geo-fencing" e o uso de softwares como "Cellebrite" e "Pegasus", apontando para a invasão digital silenciosa que compromete a privacidade sem o devido processo legal. Além disso, critica a ambiguidade legislativa que permite a violação de direitos fundamentais em nome da segurança, e explora as falhas do monitoramento digital, que muitas vezes geram falsos positivos e alimentam a desconfiança generalizada.

O texto também discute a desigualdade na luta judicial, onde as forças do Estado se equipam tecnologicamente em desvantagem em relação à defesa, e destaca a realidade de "Fishing Expeditions", em que os direitos são violados na busca por evidências. Por fim, reflete sobre a necessidade de reavaliar os padrões éticos em investigações, considerando a evolução do conceito de privacidade em tempos digitais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "O poderio das armas matemáticas de investigação criminal em massa", de Alexandre Morais da Rosa e Alexandre José Mendes.

  • Sentido de Segurança na Era Digital: Explana sobre a ingenuidade digital e a sensação de segurança que ainda se baseia em referencias analógicas, mesmo diante de invasões digitais.
  • Personagens da Guerra Digital: Discussão sobre a nova guerra envolvendo hackers e como suas ações não necessitam de armas físicas, mas de tecnologia.
  • Banda 5G e Investigação Digital: Como a implementação da tecnologia 5G e a Internet das Coisas ampliam as capacidades de vigilância digital e investigações.
  • Geo-fencing e Software de Investigações: Exemplos de ferramentas como Cellebrite e Pegasus que possibilitam uma nova forma de pesquisa forense digital.
  • Emboscadas Digitais: Caracterização de como a digitalização da investigação permite ações discretas, trocando a forma tradicional de investigações.
  • Ambiguidade Legislativa e Direitos Fundamentais: Análise da falta de clareza nas legislações que permite a violação de direitos em nome da segurança pública.
  • Desigualdade Tecnológica nas Defesas: Reflexão sobre como a diferença de recursos tecnológicos entre o Estado e a defesa cria uma desproporção em investigações.
  • Padrões Éticos em Investigação: Discussão sobre como os limites éticos são frequentemente ignorados em nome da segurança e eficiência na investigação.
  • Impacto do Uso de Algoritmos e Big Data: Como a análise de grandes volumes de dados pode levar a correlações errôneas e injustiças, exemplificado pelo caso de Long Island.
  • A Nova Ordem de Segurança Digital: A mudança na forma como o Estado gere a segurança, com ênfase nas ações rápidas e uso de tecnologia.
  • Desafios da Privacidade em meio à Vigilância: O debate sobre a privacidade em um cenário onde todos são vigiados e monitorados constantemente.
  • Contradições no discurso jurídico: A relação entre os direitos fundamentais e as necessidades de segurança pública e como isso é manipulado nas legislações.
  • Detecção de Comportamentos Oportunistas: Considerações sobre como as práticas digitais estão se adaptando ao novo padrão de vigilância estatal.
  • Legado das Falhas na Investigação Digital: Reflexão sobre o impacto e as consequências de não se preservar adequadamente as provas digitais.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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