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Artigos Conjur – O júri e a discussão do direito de posse e propriedade

ARTIGO

O júri e a discussão do direito de posse e propriedade

O artigo aborda a evolução histórica do Tribunal do Júri, destacando seu uso original em disputas civis relacionadas à posse e propriedade, antes mesmo de sua aplicação em casos criminais. Os autores explicam como os júris se tornaram instrumentos de justiça, permitindo que cidadãos locais decidissem sobre conflitos territoriais, promovendo a pacificação e evitando a violência. Além disso, discutem a importância dos writs e a transição do júri como prova para a solução de litígios possessório...

Daniel Avelar, Denis Sampaio, Rodrigo Faucz
25 jun. 2022 18 acessos
O júri e a discussão do direito de posse e propriedade

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a importância histórica do júri como uma ferramenta para a resolução de disputas relacionadas à posse e propriedade, enfatizando sua origem no direito inglês, onde inicialmente os julgamentos populares eram empregados em demandas cíveis, especialmente conflitos de terra entre vizinhos.

Os autores discutem como esses conflitos frequentemente envolviam a possibilidade de violência e, portanto, necessitavam de resolução rápida, o que levou à criação de writs como mecanismos administrativos para a pacificação. O writ praecipe é mencionado como um comando simples que evoluiu para um instrumento que convocava partes a um tribunal, enquanto o writ of right, utilizado para questões de propriedade, permitia a escolha de campeões para resolução de litígios. A introdução do júri pela grand assize durante o reinado de Henrique II é explorada como uma forma de racionalizar a justiça nas disputas possessórias.

O artigo também destaca o writ of novel disseisin, que assegurava que ninguém fosse desapossado sem uma decisão do júri, e a assize of mort d'ancestor, que abordava direitos hereditários. Ao final, enfatiza-se o papel do júri na promoção da justiça e na legitimação de decisões, ao ser composto por cidadãos locais familiarizados com as questões de posse e propriedade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "O júri como instrumento para a discussão do direito de posse e propriedade" de Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, Rodrigo Faucz e Denis Sampaio.

  • História do Tribunal do Júri: Exploração da utilização histórica do júri para a solução de demandas cíveis, especialmente relacionadas a posse e propriedade, antes de sua aplicação em julgamentos criminais.
  • Disputas de Terra: A relevância das lides possessórias entre vizinhos e seu impacto na segurança pública e na ordem social, destacando a fragilidade dessas disputas que podiam evoluir para violência.
  • Papel do Rei e dos Writs: O papel do rei na administração da justiça e a importância dos writs na resolução de litígios cíveis, incluindo questões econômicas e a procura pela pacificação.
  • A Evolução do Writ: A transição da função do writ, que saiu de instrumento de solução de conflitos para um meio de convocação para demandas judiciais, destacando sua evolução ao longo do tempo.
  • Júri e Provas: O uso do júri como meio de prova na discussão do direito de propriedade, com exemplos como o writ of right e sua evolução ao longo dos anos.
  • Grand Assize e Racionalidade: A introdução da grand assize por Henrique II, que promoveu maior justiça e racionalidade nas decisões sobre lides possessórias, afastando-se do trial by battle.
  • Writ of Novel Disseisin: Análise do uso deste writ para discutir desapossamentos, enfatizando a premissa de que ninguém poderia ser evicto sem a aprovação do júri.
  • Assize of Mort d'Ancestor: A convocação de um júri para verificar a propriedade em disputas hereditárias, assegurando os direitos dos sucessores.
  • Importância do Júri na Justiça: A importância do júri como um instrumento eficaz de pacificação social e justiça, permitindo que membros da comunidade avaliem questões de posse e propriedade.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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