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Artigos Conjur – Precedentes importantes de 2022 em matéria do júri (parte 1)

ARTIGO

Precedentes importantes de 2022 em matéria do júri (parte 1)

O artigo aborda os importantes precedentes estabelecidos em 2022 pelo Tribunal do Júri, destacando a ilegalidade da prisão automática após condenação não definitiva e a interpretação rigorosa nas apelações das sentenças, ressaltando a presunção de inocência e a soberania dos veredictos. Os autores discutem questões como a nulidade de decisões por falta de alegações finais e a admissibilidade de quesitos sobre dolo eventual, enfatizando a necessidade de garantir direitos fundamentais dos acusa...

Denis Sampaio, Gina Muniz, Rodrigo Faucz
21 jan. 2023 16 acessos
Precedentes importantes de 2022 em matéria do júri (parte 1)

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda importantes precedentes do Tribunal do Júri firmados em 2022, iniciando com a ilegalidade da prisão automática do réu com condenação não definitiva, em respeito ao princípio da presunção de inocência.

Também discute a possibilidade de apelação das sentenças do Júri quando consideradas teratológicas, enfatizando a soberania dos veredictos e a exigência de discrepância significativa entre as provas e a decisão dos jurados, além de defender a intangibilidade das absolvições. O artigo examina a nulidade da falta de alegações finais em fase de pronúncia e a inclusão de quesitos sobre dolo eventual, criticando as interpretações que favorecem essa prática.

Por fim, aborda a decisão do STF sobre a nulidade de interrogatório extrajudicial ilícito e a potencial influência negativa desse conteúdo na decisão do júri, prometendo aprofundar discussões sobre a confissão espontânea nas próximas publicações.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Precedentes importantes firmados em 2022 em matéria do júri" por Gina Ribeiro Gonçalves Muniz, Rodrigo Faucz e Denis Sampaio.

  • Prisão automática do réu solto: Análise do acórdão da 6ª Turma do STJ que reconheceu a ilegalidade da prisão automática em decorrência da presunção de inocência (HC 737.749/MG).
  • Debate no STF sobre Tema 1.068: Discussão em andamento sobre a antecipação dos efeitos da sentença condenatória e a preservação da presunção de inocência.
  • Soberania dos veredictos: A necessidade de severidade na interpretação do art. 563 do CPP, permitindo rescisão do veredicto popular apenas em casos teratológicos (AgRg no HC 482.056-SP).
  • Impugnações das decisões do júri: Limitações sobre a impugnação de veredictos absolutórios e a proteção das decisões dos jurados conforme a sua íntima convicção.
  • Nulidade por falta de alegações finais: Decisão da 6ª Turma do STJ que considera a ausência de alegações finais como nulidade por violação da plenitude de defesa (AgRg no HC 710.306/AM).
  • Quesito sobre dolo eventual: Deliberação da 5ª Turma do STJ sobre a validade de quesitos formulados fora dos parâmetros legais no Tribunal do Júri (AREsp 1.883.314-DF).
  • Interrogatório ilícito e nulidade das provas: Habeas corpus do STF que determina a exclusão de interrogatório realizado sem respeito aos direitos do acusado (HC 223.286/GO).
  • Expectativas para o futuro do direito penal: Reflexão sobre decisões judiciais e suas implicações no novo Código de Processo Penal, além da orientação para debates posteriores.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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