Cegueira Deliberada: O Dolo Na Lavagem De Dinheiro Em Face Das Heurísticas E Vieses Decisórios Capa comum Edição padrão, 8 novembro 2020
O livro aborda a Teoria da Cegueira Deliberada, que responsabiliza indivíduos que, mesmo não participando diretamente de crimes, tentam se eximir da culpa através de um aparente desconhecimento consciente. Os autores discutem a distinção entre dolo e culpa, enfatizando que a responsabilização penal deve ser cautelosa para evitar a imputação de responsabilidade objetiva, principalmente em situações onde o agente deveria ter notado ações ilícitas ao seu redor. A obra explora as implicações da p...

O livro aborda a Teoria da Cegueira Deliberada, que responsabiliza indivíduos que, mesmo não participando diretamente de crimes, tentam se eximir da culpa através de um aparente desconhecimento consciente. Os autores discutem a distinção entre dolo e culpa, enfatizando que a responsabilização penal deve ser cautelosa para evitar a imputação de responsabilidade objetiva, principalmente em situações onde o agente deveria ter notado ações ilícitas ao seu redor. A obra explora as implicações da percepção e do dever de cuidado na lavagem de dinheiro, incentivando uma reflexão crítica sobre os vieses e heurísticas decisórios no contexto criminoso.

Cegueira Deliberada: O Dolo Na Lavagem De Dinheiro Em Face Das Heurísticas E Vieses Decisórios Capa comum Edição padrão, 8 novembro 2020
A chamada Teoria da Cegueira Deliberada tem como pressupostos básicos a responsabilização de um sujeito que, não participando diretamente de um ato criminoso, de maneira voluntária e consciente projeta um aparente desconhecimento do fato típico com o intuito de não ser responsabilizado por essas práticas em momento posterior. De outro modo, a cegueira deliberada visa punir dolosamente aquele que não participou diretamente de um crime, mas deveria ter o conhecimento do ilícito, ou seja, aquele que nada viu, mas em tese, deveria ter visto. Aparentemente, se um sujeito não verifica a prática de um crime quando deveria ter tido o seu conhecimento ou mesmo a astúcia de indagar que algo não estava na sua normalidade, é certo que, nessa hipótese, o elemento mais próximo dessas possibilidades seja a culpa, ainda que questionável. De modo algum poderia se imputado dolo, uma vez que seus elementos primordiais não se inserem nessa ausência de dever de cuidado, ou ainda na falta de precaução do agente em perceber algo que ocorria em seu entorno. Em situações extremas como essa, a cautela merece respaldo maior, sob pena de instituir uma responsabilidade penal objetiva do agente, na qual questionamentos como "ele era capaz de perceber o ato ilícito" e "necessariamente deveria ter percebido algo fora do comum" reforçam em torno do sujeito a máxima de que ele queria aquele resultado.
Nº 42.706 em Livros (Conheça o Top 100 na categoria Livros)
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