Investigação Defensiva · Preservar conteúdo

Captura qualificada de tela (Verifact, DataCertify e similares)

Mercado privado · Pago Fonte viva verificada em 11/08/2026
O que responde

Serviços que registram uma página, um perfil ou uma conversa com lastro técnico (hash dos arquivos, carimbo de tempo e documentação da coleta), num degrau entre o print simples e a ata notarial. No mercado brasileiro os nomes mais citados são Verifact e DataCertify; no meio OSINT aparece também o Hunchly. O que separa os dois primeiros é quem opera a coleta: ela acontece em ambiente do prestador, não na sua máquina, e é isso que responde à objeção de que foi a própria parte quem montou a tela.

Como usar

Escolha o degrau pelo risco: conteúdo central para a tese pede ata notarial; conteúdo perecível pede congelamento imediato (Wayback + captura qualificada) e qualificação depois. Na Verifact a compra é por sessão avulsa (na casa de R$ 100, sem mensalidade), com limite de tempo e de volume por sessão, e a captura alcança só o que passa pelo navegador, inclusive WhatsApp Web. Guarde juntos os três arquivos que ela entrega (relatório, conteúdo e metadados) e passe todos pelo Kit de Cadeia de Custódia para ter o hash do material que ficou na sua mão.

O que pode e o que não pode

Nenhum desses serviços tem fé pública: quem tem é o tabelião. O que eles emitem é relatório técnico assinado pela empresa, não laudo de perito, e não dispensa a perícia se a outra parte impugnar o método. Também não provam autoria nem origem: provam que aquele conteúdo estava exibido naquele momento e não foi alterado desde a coleta. Ferramenta que roda na sua própria máquina (Hunchly) documenta a navegação, mas não afasta a objeção de que a parte controlava o ambiente; extensão de print de página inteira (GoFullPage) não é captura qualificada, é print. Em conversa de WhatsApp, o export oficial do aplicativo é mais forte que a captura da versão Web.

Caminho na plataforma: Kit de Cadeia de Custódia