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Artigos Migalhas – Os riscos do engessamento na jurisprudência dos tribunais superiores: comentários ao art. 1.030 do CPC/15 e o juízo de admissibilidade

ARTIGO

Os riscos do engessamento na jurisprudência dos tribunais superiores: comentários ao art. 1.030 do CPC/15 e o juízo de admissibilidade

O artigo aborda os impactos do engessamento na jurisprudência brasileira, focalizando os desafios trazidos pelo art. 1.030 do CPC/15 e o juízo de admissibilidade dos recursos extraordinários. Os autores discutem a problemática da dupla admissibilidade, a confusão gerada por expressões jurídicas imprecisas e as críticas à interpretação do legislador, que podem limitar o acesso às instâncias superiores e resultar em inconstitucionalidades. Além disso, exploram como a nova abordagem afeta o exer...

Dierle Nunes
14 jul. 2021
Os riscos do engessamento na jurisprudência dos tribunais superiores: comentários ao art. 1.030 do CPC/15 e o juízo de admissibilidade
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda os riscos do engessamento na jurisprudência dos tribunais superiores, especialmente à luz do art. 1.030 do CPC/15 e o juízo de admissibilidade.

Os principais temas discutidos incluem o sistema de dupla admissibilidade introduzido pela lei 13.256/2016, que modifica o tratamento dos recursos extraordinários, e a confusão gerada pela redação do artigo, levando a práticas questionáveis quanto ao juízo de mérito ser atribuído aos tribunais de primeira instância (tribunais a quo). O autor critica a comparação da repercussão geral com os recursos repetitivos, enfatizando a necessidade de uma leitura técnica apurada do dispositivo que estabelece limites à atuação dos juízos inferiores. Além disso, menciona a inconstitucionalidade em impedir o acesso ao juízo superior e o papel dos advogados no enfrentamento das novas exigências processuais, assim como os desafios trazidos pela necessidade de juízos de retratação e as dificuldades relacionadas ao sobrestamento dos processos.

O texto também aborda questões relativas ao impacto dos precedentes vinculantes e a dificuldade em se mudar paradigmas jurisprudenciais formados, gerando um ambiente de insegurança e restrição para os litigantes diante da exigência de conformidade com as decisões já proferidas pelos tribunais superiores.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Os riscos do engessamento na jurisprudência dos tribunais superiores: comentários ao art. 1.030 do CPC/15 e o juízo de admissibilidade" por Reginaldo Alves Lins Araújo Neto.

  • Ritualismo processual civil: Discussão sobre o protocolo de recursos extraordinários (RE e REsp) nas secretarias dos tribunais e a exclusividade do juízo de admissibilidade pelos tribunais superiores.
  • Artigo 1.030 do CPC/2015: Análise das mudanças trazidas pela Lei 13.256/2016 e suas implicações na admissibilidade dos recursos, incluindo a retirada do juízo de mérito do tribunal inferior.
  • Críticas à redação do artigo: Apontamentos sobre a falta de precisão técnica na redação do art. 1.030, incluindo a expressão "não seguimento" e sua inadequação jurídica.
  • Precedentes vinculantes: Temática sobre a equiparação entre "repercussão geral" e "recursos repetitivos" no contexto do artigo, e as consequências dessa equivalência.
  • Inconstitucionalidade da negativa de seguimento: Abordagem das implicações da negativa de seguimento dos recursos em instâncias inferiores como uma afronta à Constituição.
  • Conflito de interpretações: Reflexão sobre as interpretações divergentes acerca do art. 1.030, incluindo a posição de diversos autores sobre o correto entendimento do texto.
  • Limitação de acesso aos tribunais superiores: Discussão sobre as barreiras impostas aos litigantes e o impacto no exercício do direito de acesso à Justiça.
  • Questões sobre juízos de retratação: Análise da possibilidade de novos recursos após a retratação em agravos, e a constitucionalidade das decisões irrecorríveis geradas por esse processo.
  • Ambiguidade sobre repercussão geral: Considerações sobre a distinção entre recursos extraordinários e a repercussão geral, e as implicações dessa confusão nos tribunais inferiores.
  • Desafios da advocacia: Reflexões sobre as novas exigências no exercício da advocacia e as complexidades geradas pela nova redação do CPC quanto aos recursos.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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