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Artigos Migalhas – Criptomnésia e prova oral: Impactos sobre a valoração do depoimento testemunhal

ARTIGO

Criptomnésia e prova oral: Impactos sobre a valoração do depoimento testemunhal

O artigo aborda a criptomnésia, um fenômeno em que uma pessoa relata experiências que não viveu, mas acredita genuinamente serem suas, com implicações significativas para o sistema de prova oral. Discute-se como essa distorção mnemônica pode afetar a credibilidade de depoimentos testemunhais, especialmente em contextos forenses. Além disso, propõe critérios para mitigar os riscos associados à valoração de provas orais, enfatizando a importância de uma análise cuidadosa das fontes de informaçã...

Tiago Gagliano
09 jun. 2026
Criptomnésia e prova oral: Impactos sobre a valoração do depoimento testemunhal

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a criptomnésia e sua implicação na valoração do depoimento testemunhal no contexto jurídico, contextualizando esse fenômeno com um exemplo fictício de uma testemunha que rememora histórias alheias como experiências pessoais.

Explora o conceito de criptomnésia, que se refere à recuperação de memórias sem o reconhecimento da sua origem, e discute os fundamentos cognitivos por trás desse fenômeno, incluindo o modelo de source monitoring e a teoria do Reality Monitoring. Apresenta evidências empíricas que demonstram como fatores como a credibilidade da fonte e a quantidade de material processado potencializam a criptomnésia, além de apontar suas prevalências no contexto forense. O texto critica os critérios forenses tradicionais de credibilidade, como o CBCA e o SVA, que não consideram a possibilidade de depoimentos ricos em detalhes serem o resultado de uma internalização falha da memória, e discute o erro de atribuição errônea como uma forma de criptomnésia.

Finalmente, sugere quatro critérios epistemológicos mínimos para a prática forense, como a investigação das fontes de informação da testemunha, a dissociação de conteúdo e origem, a exigência de corroboração independente e a incorporação da psicologia do testemunho nas decisões judiciais, enfatizando a necessidade urgente de reconhecer e entender a criptomnésia para garantir o devido processo legal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Criptomnésia e prova oral: Impactos sobre a valoração do depoimento testemunhal" por Tiago Gagliano Pinto Alberto.

  • Introdução à criptomnésia: Apresentação do fenômeno da criptomnésia, onde a memória de uma informação adquirida é recuperada sem reconhecimento da origem, influenciando a credibilidade do depoimento testemunhal.
  • Conceito e fundamentos cognitivos: Exploração do conceito de criptomnésia e como os processos cognitivos podem levar a esse tipo de erro mnemônico, citando modelos de monitoramento de origem.
  • Evidências empíricas e preditores forenses: Discussão sobre estudos experimentais que revelam como a internalização de informações de fontes diversas pode gerar depoimentos confiáveis, mas potencialmente distorcidos.
  • Limites dos critérios forenses de credibilidade: Análise crítica do CBCA e do Reality Monitoring em relação à sua eficácia na identificação de depoimentos criptomnésicos, levantando a necessidade de critérios mais rigorosos.
  • Valoração judicial e critérios epistemológicos mínimos: Sugestões para práticas forenses que considerem a criptomnésia, como investigação das fontes de informação e exigência de corroboração independente.
  • Conclusão: Reflexão sobre a relevância da criptomnésia no contexto jurídico, destacando a necessidade de reconhecimento desse fenômeno para garantir o devido processo legal e evitar injustiças.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Tiago GaglianoPós-doutorado em Direito (PUCPR e Universidad León-ES), em Psicologia do Testemunho (PUC-RS) e em Ontologia e Epistemologia (PUCPR). Doutor em Direito (UFPR). Professor (stricto e lato sensu) e Juiz de Direito (TJPR).

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