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Artigos Empório do Direito – Vozes do aquém: delegacias, psicoses e o pior

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ARTIGO

Vozes do aquém: delegacias, psicoses e o pior

O artigo aborda a presença de delírios e alucinações na dinâmica das delegacias de polícia, explorando como essas experiências afetam tanto os cidadãos que buscam auxílio quanto os profissionais do direito. A autora, Maíra Marchi Gomes, analisa a importância do registro de boletins de ocorrência, destacando a subjetividade envolvida nas narrativas apresentadas por indivíduos em surto psicótico, ao mesmo tempo em que critica as respostas dadas pelo sistema judicial às demandas de vítimas que b...

Maíra Marchi Gomes
19 out. 2015 11 acessos
Vozes do aquém: delegacias, psicoses e o pior

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a interseção entre delírios psicóticos e a função das delegacias de polícia, começando por discutir como ambientes policiais podem ser espaços onde indivíduos afetados por psicose, especialmente delírios persecutórios, buscam registrar suas experiências.

Maíra Marchi Gomes explora a natureza dos delírios, enfatizando que eles não necessariamente desconsideram a realidade dos eventos vividos, mas representam uma versão distorcida da realidade do sujeito. O texto examina como essas manifestações delirantes levam pessoas a procurar a polícia por um reconhecimento de suas inseguranças, destacando a importância da escuta ativa dos policiais. Também são discutidas as alucinações e suas implicações nos boletins de ocorrência, além das dificuldades que as vítimas enfrentam quando tentam justificar a necessidade de registrar um crime sem evidências claras. Gomes analisa as distinções entre os comportamentos de indivíduos neuróticos e perversos, observando sua resistência a modalidades não punitivas de resolução de conflitos e a tendência de ver a polícia como um meio de confronto e vitimização.

O artigo sugere uma reflexão sobre a atuação dos policiais e suas percepções sobre as demandas psicóticas versus as neuróticas e perversas, assim como o impacto das falhas na abordagem da polícia sobre as reivindicações que buscam resolver conflitos pessoais. Por fim, propõe questionamentos sobre o que pode acontecer quando a própria instituição policial sofre de patologias semelhantes às que busca tratar.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Vozes do aquém: delegacias, psicoses e o pior" por Maíra Marchi Gomes.

  • Delírios e o contexto das delegacias: Reflexão sobre como as delegacias são locais onde pessoas com delírios, especialmente delírios paranóides, se sentem à vontade para relatar suas percepções.
  • Registros de ocorrências: Discussão sobre a natureza dos relatos realizados em delegacias por indivíduos que experimentam delírios e como esses relatos se conectam com suas realidades psíquicas.
  • Alucinações: Análise das alucinações como um componente comum em surtos psicóticos e suas implicações nos registros de boletins de ocorrência.
  • Diferenciação entre delírio e fato: Consideração de que delírios não necessariamente invalidam a ocorrência de fatos, mas podem representar uma interpretação distorcida da realidade.
  • O papel da polícia: Reflexão sobre a função dos policiais que escutam e registram ocorrências de indivíduos em estado psicótico e a importância de sua compreensão e empatia.
  • Neuróticos e perversos: Discussão sobre como algumas pessoas que não apresentam delírios usam a polícia para suas agendas pessoais e a resistência a soluções pacíficas de conflito.
  • Criação de realidades fictícias: Exemplos de como pessoas registram ocorrência baseadas em percepções distorcidas ou em reações emocionais e suas consequências legais.
  • Desafios da subjetividade: Considerações sobre a dificuldade de distinguir entre sofrimento genuíno e manipulação nas queixas apresentadas à polícia.
  • Implicações da psicose na atuação policial: Reflexão sobre como a polícia pode refletir características neuróticas ou psicóticas em suas interações, e o impacto disso na justiça social.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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