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Artigos Empório do Direito – Túmulo vazio

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ARTIGO

Túmulo vazio

O artigo aborda a reflexão sobre a existência e a ausência, utilizando a metáfora do "túmulo vazio" para explorar sentimentos de perda e a possibilidade de o que nunca aconteceu ter um impacto profundo. Através de uma linguagem poética, o autor, Paulo Silas Taporosky Filho, discute a amargura e a inquietude da alma diante do que poderia ter sido, revelando como essas emoções podem ser compartilhadas e ressentiadas entre as pessoas, mesmo quando a matéria em questão nunca esteve presente. Assi...

Paulo Silas Filho
22 dez. 2019 13 acessos
Túmulo vazio

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O artigo aborda a reflexão sobre a existência e a ausência, utilizando a metáfora do "túmulo vazio" para explorar sentimentos de perda e a possibilidade de o que nunca aconteceu ter um impacto profundo. Através de uma linguagem poética, o autor, Paulo Silas Taporosky Filho, discute a amargura e a inquietude da alma diante do que poderia ter sido, revelando como essas emoções podem ser compartilhadas e ressentiadas entre as pessoas, mesmo quando a matéria em questão nunca esteve presente. Assim, a obra mergulha na complexidade das experiências humanas e no significado atribuído ao que não se concretizou.

Publicado no Empório do Direito

Coluna Direito e Arte / Coordenadora Taysa Matos

Sepulcro gélido que não existiu

Mas se sentiu

Como Cristo não se fez

Pois o Filho houve, se desfez e novamente se fez

Já o não filho nunca houve, mas poderia ter havido

E sido sentido

E isso bastou

Para que algo fosse

Amargura do instante

Em que a possibilidade se contemplou

Inquietude da alma

Que abalou o espírito

Pois

Desfez quando se cogitou que se fez

Mesmo quando nunca existiu

O saber só veio à tona

Tempos depois

Somente após o que nunca se fez foi assim confirmado

O abalo que por um só foi sentido

Foi então compartilhado

E sentido

Aflição inaugural

Pois até para quem já havia sentido

Sentiu agora de outro modo

Junto ao outro

Como algo, que não foi, pertencesse não a um só

Mas a dois

Então foi novo, o que foi sentido

(ressentido)

Amargor sem sabor

Comoção que resta silente na abstração

Pois não chegou a ser

Mas poderia

E isso basta

Bastou para enxergar algo que ali sempre esteve

Ou que assim foi se construindo

Até que se estabelecesse

Não resta alternativa

A respeito do próximo passo

Pois sequer existem respostas possíveis

Para algo que não existiu

Mas o significado não basta

Para apontar que algo há?

Naquele túmulo que surgiu

Nenhum corpo foi posto

Sem ato fúnebre prévio

À descida do caixão

Apenas o sentimento

De desolação

Ao que foi

Sem não ter sido

Imagem Ilustrativa do Post: grave // Foto de: MichaelGaida // Sem alterações

Disponível em: https://pixabay.com/pt/photos/cemit%C3%A9rio-grave-tombstone-figura-1670223/

Licença de uso: https://www.pexels.com/creative-commons-images/

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Paulo Silas FilhoMestre em Direito; Especialista em Ciências Penais; Especialista em Direito Processual Penal; Especialista em Filosofia; Especialista em Teoria Psicanalítica; Bacharelando em Letras (Português); Professor de Processo Penal e Direito Penal (UNINTER e UnC); Advogado; Escritor; Membro da Comissão de Prerrogativas da OAB/PR; Membro da Comissão de Assuntos Culturais da OAB/PR; Membro da Comissão de Advocacia Criminal da OAB/PR; Membro da Rede Brasileira de Direito e Literatura.

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