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Artigos Empório do Direito – O massacre dos negros no brasil: a polícia que mata!

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ARTIGO

O massacre dos negros no brasil: a polícia que mata!

O artigo aborda a alarmante estatística da violência policial contra a população negra no Brasil, destacando que, a cada quatro horas, uma pessoa negra é morta em ações policiais nos estados avaliados. A pesquisa revela que 82,7% das mortes são de indivíduos negros, evidenciando uma desigualdade racial gritante e um racismo institucionalizado nas práticas policiais, especialmente em estados como Bahia e Pernambuco. O texto critica a naturalização dessa violência e a ineficiência das autoridad...

Rômulo Moreira
15 dez. 2021 29 acessos
O massacre dos negros no brasil: a polícia que mata!

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda o preocupante tema da violência policial contra a população negra no Brasil, apresentando dados alarmantes obtidos por meio da pesquisa "Pele alvo: a cor da violência policial", que analisou sete estados brasileiros.

Destaca-se que, em média, uma pessoa negra é morta a cada quatro horas em ações policiais nos estados monitorados, com 82,7% das 2.653 mortes registradas sendo de indivíduos negros. O texto explora a disparidade racial ao evidenciar que a morte de negros ocorre de forma desproporcional em relação à população geral, sendo Pablo Bahia o estado com a maior percentual de mortes entre negros (98%) e apresentando Santo Antônio de Jesus como a cidade mais letal. Em Pernambuco, houve um aumento significativo de 53% nas mortes causadas por policiais, com 97% das vítimas sendo negras. O artigo ainda menciona outras estatísticas alarmantes, como no Ceará, onde negros têm sete vezes mais chances de serem mortos por policiais, e no Piauí, com 91% de mortes entre esse grupo.

Além disso, discute a falta de transparência de dados no Maranhão e critica a chamada "democracia racial" no país, argumentando que o racismo estrutural e institucional está enraizado nas práticas policiais. A análise também se baseia em conceitos de "necropolítica" e "necropoder", de Achille Mbembe, que exploram como o controle sobre a vida e a morte perpassa a soberania e as lutas sociais. O artigo conclui que a realidade imposta pela violência policial é uma manifestação atual do racismo histórico no Brasil, exigindo uma resposta contundente contra essa letalidade racial.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O massacre dos negros no Brasil: a polícia que mata!" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Estatísticas de mortalidade: A cada quatro horas, uma pessoa negra é morta pela polícia nos estados monitorados, com 82,7% das mortes sendo de negros.
  • Racismo institucionalizado: O artigo discute a naturalização do racismo na sociedade brasileira e a conivência das autoridades com a violência policial.
  • Resultados da pesquisa "Pele alvo: a cor da violência policial": Avaliação da letalidade policial em sete estados, destacando que em Recife, Fortaleza e Salvador, todas as vítimas eram negras.
  • Dados por estado: Análise das desigualdades raciais nas mortes, com a Bahia apresentando a maior porcentagem de negros mortos (98%).
  • Aumento da mortalidade em Pernambuco: Crescimento de 53% nas mortes provocadas pela polícia e 97% das vítimas sendo negras.
  • Discrepâncias no Ceará: Negros têm sete vezes mais chances de serem mortos pela polícia em relação aos não negros.
  • Dados insuficientes no Maranhão: Falta de informações sobre a cor das vítimas, apesar de um aumento significativo no número de mortes.
  • Neoliberalismo e necropolítica: Discussão sobre como a polícia brasileira executa uma política de extermínio racial, conforme a teoria de Achille Mbembe.
  • Conclusões sobre a realidade brasileira: A pesquisa mostra um retrato alarmante do racismo estruturante no Brasil, contestando a ideia de “democracia racial”.
  • A resistência negra ao longo da história: Reflexão sobre as lutas históricas contra a escravidão e a necessidade de uma resposta de "tolerância zero" ao racismo.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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