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Artigos Empório do Direito – Crime, reparação do dano, falácias e princípio da igualdade – themis pode usar uma venda, mas o juiz não

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ARTIGO

Crime, reparação do dano, falácias e princípio da igualdade – themis pode usar uma venda, mas o juiz não

O artigo aborda a disparidade no tratamento jurídico entre crimes de furto e apropriação indébita previdenciária no contexto da reparação do dano, destacando como essa diferença prejudica o princípio da igualdade. A análise critica a prevalência de precedentes judiciais que perpetuam falácias argumentativas, sugerindo que a legislação deve ser aplicada de maneira mais equitativa para garantir justiça a todos os réus, independentemente de sua condição social. O autor alerta para a necessidade ...

Rosivaldo Toscano Júnior
25 mai. 2016 13 acessos
Crime, reparação do dano, falácias e princípio da igualdade – themis pode usar uma venda, mas o juiz não

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a distinção no tratamento legal entre crimes como furto, apropriação indébita e apropriação indébita previdenciária, focando na reparação de danos e na aplicação do princípio da igualdade.

Através de exemplos de casos, discute como a restituição de bens ou valores pode resultar em penas diferentes, dependendo do tipo de crime e do momento da reparação — antes ou depois do recebimento da denúncia, revelando assim um paradoxo nas disposições legais, uma vez que, em crimes de apropriação indébita previdenciária, a reparação pode levar à extinção da punibilidade, enquanto isso não se aplica para o furto. O conceito de "senso comum teórico" dos juristas é explorado, destacando como a dependência de precedentes judiciais pode levar a decisões superficiais, além de falácias que podem comprometer a aplicação do direito. O texto analisa também a lógica e as falácias presentes na argumentação jurídica, enfatizando a importância de uma abordagem crítica na avaliação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, questionando a legitimidade e a fundamentação das distinções legais, e propondo a aplicação do princípio da igualdade para oferecer tratamento equivalente a agentes que cometem crimes de natureza semelhante, independentes da condição socioeconômica do réu.

Por fim, conclui que a efetividade dos direitos fundamentais está diretamente ligada à aplicação equitativa da lei, enfatizando que a justiça deve ser cega às circunstâncias sociais do infrator.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Crime, reparação do dano, falácias e princípio da igualdade – themis pode usar uma venda, mas o juiz não" por Rosivaldo Toscano dos Santos Júnior.

  • Casos de Furto e Apropriação Indébita: Discussão sobre a reparação do dano antes e depois do recebimento da denúncia e suas consequências legais em crimes de furto e apropriação indébita.
  • Dilemas na Reparação: Análise sobre a diferença de tratamento entre crimes de furto e apropriação indébita e apropriação indébita previdenciária nos sistemas legais, destacando a extinção da punibilidade.
  • Senso Comum na Prática Jurídica: Reflexão sobre a influência dos precedentes judiciais no entendimento e aplicação do direito, ressaltando os riscos do uso acrítico de ementas e decisões anteriores.
  • Falácias no Discurso Jurídico: Identificação e análise das falácias que podem comprometer a validade dos argumentos em decisões judiciais, com exemplos práticos.
  • Princípio da Igualdade: Discussão sobre a importância do princípio da igualdade no direito penal e a necessidade de tratamento igualitário para casos de reparação em diferentes crimes.
  • Precedentes Judiciais do STF: Análise dos precedentes do STF relacionados à reparação do dano, destacando as falácias argumentativas encontradas nas decisões e a falta de fundamento nas distinções feitas.
  • Desigualdade nas Decisões Judiciais: Reflexão sobre a disparidade de tratamento entre réus de diferentes classes sociais e crimes, questionando a legitimidade dessa discriminação.
  • Crítica à Concretização do Direito: Avaliação crítica do atual modus operandi do Judiciário e como o apego aos precedentes pode levar a injustiças e obscuridade na aplicação das leis.
  • Propostas de Mudança: Sugestões sobre a necessidade de harmonizar as leis para que todos os réus em crimes contra o patrimônio que reparam o dano sejam tratados igualmente.
  • Conclusão: Considerações finais sobre a importância de um Judiciário crítico e reflexivo, que não se limite a seguir precedentes sem questionamento, promovendo a efetividade dos direitos fundamentais.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rosivaldo Toscano JúniorDoutor em Direito (UFPB) e MBA em Poder Judiciário (FGV-Rio). Professor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados - ENFAM (Brasília, DF). Juiz há 23 anos, atualmente é Titular do 3º Juizado de Violência Doméstica de Natal. Autor do seguintes livros: O Cérebro que Julga: neurociências para juristas (Emais Editora, 2023), A Guerra ao Crime e os Crimes da Guerra (2ª edição, Empório do Direito, 2017) e Controle Remoto Judicial: quando se decide sem decidir (Lumen Juris, 2014).

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