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Artigos Empório do Direito – Contos de bruxas: na floresta do direito, devorados pela subjetividade medieval

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ARTIGO

Contos de bruxas: na floresta do direito, devorados pela subjetividade medieval

O artigo aborda a relação entre feminilidade e poder no contexto do Direito Medieval, destacando a figura da bruxa como símbolo de uma perseguição que reflete a crítica contra a autonomia feminina. A autora Maíra Marchi Gomes discute como essa figura foi utilizada como um dispositivo social para expurgar medos coletivos, além de examinar a representação da bruxa nos contos de fadas e sua persistência no imaginário contemporâneo, questionando a permanência do machismo no Direito atual.

Maíra Marchi Gomes
08 mar. 2015 21 acessos
Contos de bruxas: na floresta do direito, devorados pela subjetividade medieval

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a intersecção entre a figura da bruxa e o Direito Medieval, ressaltando a relação entre feminilidade e poder, com ênfase na figura da bruxa como um ícone do sistema judicial da época.

Examine as reações sociais à bruxaria durante os séculos XV a XVII, destacando a sua perseguição durante a contra-reforma e a representação dela como um agente social a ser expurgado. O texto explora a construção da imagem da bruxa nos contos de fadas, que refletia os contextos sociais de miséria e medo, e discute como esses contos perpetuaram visões de gênero e moralidade, abordando características dos contos que promovem valores ocidentais, tanto no passado quanto no presente. Em uma análise crítica, o artigo vincula o machismo contemporâneo ao Direito, questionando se o discurso jurídico ainda perpetua a infantilização e a santificação do feminino e destaca a necessidade de reconhecer a conexão entre a simbologia das bruxas, a violência de gênero e as estruturas patriarcais na sociedade atual.

Por fim, o texto convida à reflexão sobre a continuidade das narrativas e valores medievais na cultura ocidental, especialmente em relação ao papel e à representação das mulheres.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Contos de bruxas: na floresta do direito, devorados pela subjetividade medieval" por Maíra Marchi Gomes.

  • Relação entre Direito e Bruxas: A discussão sobre como a figura da bruxa está imersa no Direito Medieval, simbolizando a articulação entre feminilidade e poder.
  • O papel da contra-reforma: Análise do contexto histórico entre os séculos XV e XVII, onde a redescoberta da cultura greco-romana encontrava relações com a figura da bruxa e suas implicações sociais.
  • Rechaço ao feminino: Exploração do repúdio direcionado às mulheres que não se encaixavam nas normas sociais, destacando a autonomia do corpo e a não submissão.
  • Contos de fadas e Bruxas: A evolução da imagem da bruxa nas histórias, de uma figura inicialmente bela a um símbolo do horrendo e do repugnante nas narrativas populares.
  • Mensagens sociais nos contos: Análise das mensagens que perpassam os contos de fadas, como a divisão entre o bom e o mau e a representação do papel das mulheres e homens na sociedade.
  • Influência da cristandade: Discussão sobre como a cristandade transformou os contos de bruxas de entretenimento em moralidades educacionais, alterando sua função social original.
  • Público-alvo mudado: A transição do público-alvo das histórias de bruxas, de adultos para crianças, e o impacto dessa mudança na narrativa e recepção cultural.
  • Apropriação pelo Direito: Um olhar crítico sobre como o discurso jurídico contemporâneo ainda carrega resquícios do machismo e as implicações para o feminismo moderno.
  • Reconhecimento do machismo: Reflexão sobre a necessidade de reconhecer a própria complicidade na construção e perpetuação do machismo dentro do sistema jurídico e social.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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